Cidade

O presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Jairo Severo da Fontoura, lançou, no dia 29, durante o Programa Silvio Bermann, da Rádio Upacaraí, o Projeto Envelope Solidário, que visa angariar recursos para, basicamente, viabilizar a folha de pagamento da instituição.

Essa folha, que já chegou a, aproximadamente, R$ 13 mil (mensais), em função da pandemia foi substancialmente reduzida em função de que algumas atividades tiveram de ser suspensas temporariamente e alguns profissionais antes contratados não estão atuando no momento. Ainda assim, esse investimento com pessoal está hoje em R$ 7.200,00 (sete mil e duzentos reais), e se constitui no maior desafio da diretoria da Apae a cada mês.

Desta forma, principalmente em função da folha de pagamento deste mês de agosto, foi idealizado o Envelope Solidário. Os envelopes são físicos, impressos numa gráfica, devidamente identificados com a logomarca da Apae. A ideia consiste em que cada pessoa que se habilite, querendo colaborar, aceite distribuir alguns desses envelopes entre seu círculo de relacionamentos, multiplicando a corrente de arrecadações. Assim, cada portador de envelope conseguirá doações em qualquer valor entre seus amigos, colocará os valores em espécie (dinheiro) dentro do envelope e o entregará à Apae.

“Temos a impressão que, às vezes, as pessoas podem ficar constrangidas de doar R$ 5,00, R$ 10,00, mas esses pequenos valores, no somatório, serão expressivos para nós, e no envelope, de forma anônima, se sentirão à vontade de colaborar conosco. Acreditamos que o projeto vai dar certo, se Deus quiser”, manifesta Jairo da Fontoura.

Graças às doações que os clubes de serviço encaminharam nos últimos dias à Apae, conforme o Folha da Cidade vem registrando em suas páginas, a folha de pagamento de julho está garantida. “Agora, já começamos a trabalhar para a folha de agosto”, acrescenta o presidente.

Ele ainda esclarece que alguns recursos que vêm sendo anunciados por políticos, as denominadas emendas parlamentares, não resolvem os problemas mais imediatos da Apae. E cita o exemplo de uma emenda parlamentar que recentemente chegou via Fundo Municipal de Saúde, na qual R$ 50 mil seriam destinados à Apae. “O problema é que essa verba vem carimbada, deve ser utilizada especificamente para o enfrentamento da Covid-19. Então, o que poderíamos fazer com esse recurso? Comprar EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) como máscaras, medicamentos, coisas do tipo. A Apae não distribui remédios aos seus assistidos, não podemos comprar R$ 50 mil em máscaras, álcool gel e coisas assim. Então, acabaremos perdendo esse dinheiro”, esclarece Jairo.

Em outro caso, um parlamentar destinou um valor “engessado” à Apae de Dom Pedrito, para compra de um veículo. Assim, quando esse veículo chegar, daqui a alguns meses, a instituição ficará com três viaturas e apenas um motorista. “Embora, neste momento, em função de as aulas estarem suspensas, a Prefeitura esteja nos emprestando um motorista que normalmente faz o transporte escolar. Então, são coisas assim que enfrentamos, e é importante a comunidade entender o que se passa para que ninguém venha a dizer: - Ah, a Apae está novamente pedindo ajuda, mas acabou de chegar tantos mil de emendas parlamentares para a instituição”, acrescenta.

Por outro lado, juntamente com os Envelopes Solidários está sendo entregue um bilhetinho, com os números de contas que a Apae mantém nos bancos Banrisul e Sicredi, visando que as pessoas sejam estimuladas a fazer depósitos, também em qualquer valor, em favor da instituição, preferencialmente de forma regular, todo mês.

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