Descrição

Breaking News

Polícia Civil de Santa Catarina deflagra a Operação Trabalho Interno contra grupo que aplicava golpes virtuais de dentro de presídio de Dom Pedrito

 



A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Polícia de Cunha Porã, deflagrou nesta quinta-feira (15/10/2026) a Operação Trabalho Interno, no município de Dom Pedrito/RS. O objetivo da ação foi desarticular um grupo investigado por estelionato mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Foram cumpridos 7 mandados de prisão temporária e 13 mandados de busca e apreensão, em residências de Dom Pedrito e no Presídio Estadual do município. As ordens foram expedidas pela Vara Regional de Garantias da Comarca de São Miguel do Oeste/SC, que também determinou o bloqueio de valores dos investigados.

Durante as buscas, uma investigada foi presa em flagrante por tráfico de drogas. Foram apreendidos drogas, aparelhos celulares e outros objetos em celas do Presídio Estadual de Dom Pedrito. 

A investigação começou em junho de 2026, depois que um morador de Cunha Porã foi vítima de golpe na compra de um veículo anunciado em rede social. Após o primeiro contato, os golpistas passaram a se apresentar como um suposto cartório e a cobrar falsas taxas de transferência. A vítima fez pagamentos via PIX e sofreu prejuízo financeiro.

A análise dos dados indicou que o golpe era operado de dentro do presídio, com aparelhos celulares que haviam entrado ilegalmente na unidade. Do lado de fora, familiares e pessoas próximas davam apoio operacional e financeiro, e contas bancárias de terceiros eram usadas para receber e dispersar rapidamente os valores. Daí o nome da operação.

A operação contou com o apoio da Delegacia Regional de Polícia de Maravilha/SC, da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio das Delegacias de Dom Pedrito e de Bagé, e com apoio logístico da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP/MJ).

A Polícia Civil orienta a população a desconfiar de anúncios de veículos com preço abaixo do mercado e de cobranças de “taxas de cartório” por WhatsApp. A recomendação é não fazer pagamentos antes de conferir pessoalmente o bem e a documentação.




 


Nenhum comentário