Rádio Upacaraí

23 de outubro de 2017

Juiz condena pais de criança morta em 2014


Momento em que foi realizada a exumação em fevereiro de 2014.

 No dia 11 deste mês, o Juiz da 1ª Vara da Comarca de Dom Pedrito, Luis Filipe Lemos Almeida, condenou os pais de Welyton Gomes Alves por homicídio culposo – quando a pessoa mata outra sem a intenção ou quando a culpa é inconsciente. A decisão se embasou, principalmente, porque este tipo de homicídio deu-se em razão da negligência, imprudência ou imperícia de quem deveria prover os cuidados à criança, neste caso os pais. A pena para os pais da criança, Alex Sandro Alves e Franciele Teixeira Gomes, foi fixada em três anos de detenção, em regime semiaberto. Na época, a delegada Marina Machado Dillenburg, que era a titular da Delegacia de Polícia de Dom Pedrito, havia indiciado o casal por homicídio doloso.

RELEMBRE O CASO:

 Matéria publicada na edição de 8 de fevereiro de 2014: no dia 4 de fevereiro de 2014, o Conselho Tutelar recebeu uma denúncia de um senhor que morava perto da casa onde a morte aconteceu.

Corpo da criança foi encaminhado
para a necropsia
 O homem havia alertado o conselho de que a criança sofria maus tratos pelos pais e estava gravemente doente, já agonizando. Ao chegar ao local indicado, a criança havia sido levada pelos pais, cientes da denúncia, ao Pronto Socorro, onde foi atendida pela médica Júlia Xavier Castilhos. Segundo informações da médica, o bebê sofria de graves problemas respiratórios, desnutrição, era visivelmente maltratado e apresentava sinais de espancamento. Devido à gravidade do caso do menino, a médica o encaminhou para a UTI de Bagé, aonde veio a falecer dois dias depois, pela manhã.

 Na tarde do mesmo dia o corpo havia sido liberado para a família para o enterro, mas após um pedido da Polícia Civil para a exumação, o cadáver da criança foi retirado da sepultura e encaminhado para teste de necropsia em Bagé. Não foi a primeira vez que Welyton Gomes Alves foi levado ao Hospital São Luiz, com suspeita de maus tratos.

 Em 2012, a médica Caroline Sônego atendeu a mesma criança. Na época com dois meses de idade, por ser vítima de agressão do pai, que o jogou contra a parede em uma das várias brigas em casa com sua mulher e mãe do bebê. Os responsáveis pelo atendimento do menino tentaram evitar sua devolução aos pais, já que se encontrava em péssimas condições e apresentava sinais de falta de higiene. Após passar dois dias internado, ele foi devolvido a sua avó, entretanto, acabou voltando ao convívio dos pais.

 O Conselho Tutelar foi procurado pelo Folha da Cidade, mas preferiu não se manifestar em relação ao caso.

 De acordo com os registros da polícia, o casal já possuía várias passagens pela delegacia com casos de Maria da Penha.



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