Rádio Upacaraí

9 de junho de 2019

Faixas e cartazes colocados em frente ao Fórum pedem providências quanto ao Canil Municipal


Há anos o Canil Municipal é criticado pelos voluntários da causa animal no município, pela precariedade de suas instalações, entre diversas outras limitações destacadas. No dia 30 de maio, conforme noticiamos, o Ministério Público, através do promotor Francisco Saldanha Lauenstein, instaurou Ação Civil Pública (ACP), solicitando medidas quanto ao Canil e, também, a questão dos animais de rua, como o desenvolvimento de políticas públicas. No dia seguinte, o Judiciário decidiu que Município e Estado deveriam ter tempo de se manifestar.

Na noite deste domingo (9), duas voluntárias, Marinele e Denise, embora não ligadas às ongs presentes no município, mas ambas atuando voluntariamente junto ao Canil há cerca de 8 meses, principalmente alimentando os animais, tomaram a iniciativa de colocar faixas e cartazes em frente ao Fórum, solicitando que o Judiciário tome medidas urgentes quanto ao Canil. “O Ministério Público fez a sua parte, o Judiciário deu uma resposta, que não foi o esperado”, explicou Merinele à reportagem do Folha. As voluntárias salientam que algumas ações emergenciais são necessárias, por exemplo, conforme o frio se aproxima, a situação do Canil piora: o local é úmido, além da presença do mofo. Elas destacam que a única preocupação é quanto aos animais.

“Não tem nenhum tipo de coberta, tem animais doentes, debilitados. Tem um dos animais que sangra muito. Eles estão em um local muito úmido”, disse Denise, salientando que há muitas fezes nas baias. Como os animais permanecem juntos, ocorrem muitas brigas e não há os cuidados necessários, além do Canil ficar inacessível em caso de chuva e o piso das baias ser composto de cimento, portanto, os cães não tem contato com pasto ou terra. “Eles estão muito estressados, brigando entre eles”. Um dos cães está lá há mais de 10 anos”.

As voluntárias fazem um apelo ao Judiciário. Literalmente um pedido de socorro. “Viemos em nome dos animais. Somos protetoras”, destacou Denise.

Conforme o promotor Francisco informou ao Folha, o Ministério Público interpôs agravo de instrumento junto ao Tribunal de Justiça, quanto a decisão tomada na primeira instância.



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