Coluna Espírita
Deus é a evidência invisível – Vitor Hugo
Que é Deus?
Inteligência suprema. Causa primária de todas as coisas. Para os adeptos da doutrina espírita, não será difícil reconhecer que esta, é a primeira pergunta de “O livro dos espíritos” de Allan Kardec. Obra basilar do espiritismo.
Mas, notemos a maneira pela qual a questão é formulada. Ela é colocada de maneira a saber “o que é Deus” e não “quem é Deus?
A resposta é simples e sábia, tanto quanto a nossa condição evolutiva poderia suportar.
Deus, inteligência suprema, ou seja, não há nada, nem ninguém que se iguale a Ele, seja em que for: saber, bondade, enfim, todos os seus atributos e na seqüência a espiritualidade o define como sendo a causa primária de todas as coisas.
No mesmo capítulo, os luminares da codificação nos explicam que existem coisas que estão acima da inteligência do homem mais inteligente e que nossa linguagem, restrita a nossas idéias e sensações não tem meios de exprimir.
Porém os atributos a seguir nos dão uma leve noção do que nós, seres em evolução, temos capacidade de compreender:
-Deus é eterno- Se tivesse princípio, teria saído do nada, ou então, também teria sido criado por um ser anterior. É assim que de degrau em degrau remontamos ao infinito e à eternidade.
-Deus é imutável- Se estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o universo nenhuma estabilidade teriam.
-Deus é imaterial- Isto quer dizer que sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria. De outro modo ele não seria imutável, porque estaria sujeito a transformações da matéria.
-Deus é único- Se muitos Deuses houvesse, não haveria unidade de vistas, nem unidade de poder na ordenação do universo.
-Deus é onipotente- Ele o é, porque é único. Se não dispusesse de soberano poder, algo haveria mais ou tão poderoso quanto ele, que então teria feito todas as coisas. As que não houvesse feito, seria obra de outro deus.
-Deus é soberanamente justo é bom- A sabedoria providencial das leis divinas se revela, assim, nas mais pequeninas coisas, como nas maiores e essa sabedoria não permite se duvide nem da justiça nem da bondade de Deus.
Notemos que nas colocações acima, tudo é muito lógico e racional. O cético ainda perguntaria: que prova há da existência de Deus? A resposta é a de que não há efeito sem causa. Ora, o universo existe, logo tem uma causa.
Duvidar da existência do criador é negar que todo efeito tem uma causa e crer que o nada pode criar alguma coisa.
Os extremamente materialistas, ainda diriam que o universo e tudo o que nele existe é produto do acaso e de probabilidades matemáticas.
Pois bem, experimente ele jogar letras ou palavras ao vento, para ver se elas formam um poema. Deste modo parecerá difícil o acaso se sair bem e as probabilidades se anulam.
A prova, enfim, da existência de Deus pode ser encontrada no sentimento instintivo que todos trazemos gravados em nossa consciência e encontramos em todos os povos, tanto nos ditos civilizados, como no indígena da floresta.
Diante de tais considerações, não podemos dizer quem é Deus, como se Deus fosse um homem ou um super-homem. Mas podemos, sim, ter uma inicial compreensão do que é Deus.
Perante a pobreza da linguagem humana, todo esforço será insuficiente para definir a divindade, porém, o que temos que fazer, é buscar o enriquecimento de nossas possibilidades espirituais, a fim de encontrar em nosso próprio coração a realidade do divino que sustenta a vida, ilumina o sol, produz as galáxias e aguarda pacientemente que, diante de tudo isso um dia, finalmente, o ser desperte.
Pensemos nisso!

Nenhum comentário
Postar um comentário