Silvio Bermann
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| Angela Soares, Tula Lazzaretti Oliveira, Zaira Maria Quadros Xavier e Claudia Benites Garcia |
Aspedef segue qualificando os Cuidadores
A Associação Pedritense do Deficiente Físico (Aspedef) promoverá, no dia 9 de maio, a terceira edição do Curso de Cuidadores, que já fez sucesso em anos anteriores, até agora tendo certificado cerca de 60 pessoas que completaram a formação.
A idealizadora e coordenadora da iniciativa é Zaira Maria Quadros Xavier, voluntária da Aspedef e atualmente 2ª secretária da diretoria recém-empossada, que está sob a presidência de Marcelo Munhós. O objetivo continua o mesmo das edições anteriores, qualificar quem já atua como cuidador, seja de seus próprios familiares ou seja de terceiros como atividade rentável; e, também, outras pessoas que pretendam começar a atuar profissionalmente no ramo.
Elaine Bruzza, Relações Públicas da Santa Casa de Caridade de Dom Pedrito, informa que na recepção do hospital existe uma lista de cuidadores de doentes, preferindo-se indicar os que têm curso de cuidadores, por serem mais capacitados, nas ocasiões em que os familiares de pacientes internados pedem orientação neste sentido.
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| Silvio Bermann |
Esse universo dos cuidadores tem aumentado consideravelmente nos últimos anos e há dezenas de pessoas, talvez mais, que já desenvolvem essa atividade como profissão no município, embora não exista nenhum levantamento oficial a respeito. Certo é que uns podem, sim, serem classificados como ‘cuidadores’; outros, por falta de formação, serão tão somente ‘acompanhantes’.
Tula Lazzareti de Oliveira, assistente social da Santa Casa e uma das profissionais que, em caráter voluntário, ministrará o 3º Curso de Cuidadores da Aspedef, explica que o Estatuto do Idoso determina, genericamente, que estes não podem ser abandonados pela família, embora não conste especificamente, naquela legislação, um texto que determine seja o paciente internado em instituição de saúde necessariamente acompanhado por uma pessoa em tempo integral, seja familiar ou contratado. Tula interpreta que aquela previsão de 'não abandono' possa ser entendida como uma obrigação familiar de acompanhar seus doentes dentro do hospital. E, por uma questão de bom senso, como nosso Hospital São Luiz não dispõe de um Técnico de Enfermagem para cada um dos internos, exige-se que todos sejam acompanhados, seja por um familiar ou por alguém contratado pela família. E isto, quando necessário, é cobrado até mesmo com intervenção do Ministério Público. Pacientes crianças menores de 12 anos também precisam ser acompanhadas dentro do hospital, mas isto já é textualmente determinado no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de acordo com a assistente social Tula.
Mas, afinal, dentro do hospital de quem é a obrigação de prestar os serviços básicos de atendimento aos pacientes, como trocar fraldas, higienizar, dar banho, etc. Também fomos buscar resposta para essa questão, desta vez com o coordenador de Enfermagem da Santa Casa, enfermeiro Roger Torres. Ele explicou que essa obrigação é da Enfermagem, mas é comum os profissionais solicitarem ajuda dos acompanhantes/cuidadores, primeiro porque é necessário que estes saibam como realizar aqueles procedimentos quando os pacientes que cuidam retornarem para casa; e, também, porque existem algumas dificuldades que por vezes são enfrentadas pelo pessoal da Enfermagem em alguns desses cuidados, por exemplo, no momento de levar até o banheiro uma pessoa muito pesada ou com movimentos limitados, situações do tipo, quando o cuidador poderá, perfeitamente, ter a boa vontade de ajudar o enfermeiro nesses momentos.
Enfim, detivemo-nos, até aqui, mais no papel do cuidador dentro da Santa Casa, mas seus serviços continuarão sendo igualmente – ou até mais – complexos quando o cuidador estiver acompanhando seu paciente na residência. A necessidade de cada vez mais qualificação é, portanto, a maior justificativa para saudarmos esses cursos promovidos pela Aspedef. Este do dia 9 de maio, em particular, ainda terá como ministrantes, além da assistente social Tula, já mencionada, também a enfermeira Cláudia Garcia e a psicóloga Angela Soares.
Ainda teremos outro enfoque para abordar: afinal, quem cuida do cuidador? Mas, essa já é outra história. Carpe diem!


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