Coluna Espírita
Amar a si mesmo
Indivíduos que não se valorizam criam em seu campo magnético – aura humana – energias negativas mantidas por pensamentos habituais de autodesvalorização. A partir daí materializam acontecimentos inconvenientes e atraem indivíduos semelhantes (encarnados e desencarnados) à sua maneira inadequada de se comportar diante das pessoas e dos acontecimentos. Por exemplo, se repetirmos constantemente para nós mesmos que somos indignos, tolos e desprezíveis, atrairemos ondas mentais similares a esses autoconceitos, porque chamaremos para nós sentimentos semelhantes de outras criaturas. Pudera, nós vibramos contra nós mesmos! – Hammed – Psicografia de Francisco do Espírito Santo Netto – A imensidão dos Sentidos
Amar a si próprio é uma das condições para se poder colocar em prática um dos ensinamentos do Cristo que é “amar ao próximo como a si mesmo”. Ora, como se poderá amar verdadeiramente alguém quando não somos capazes de amar nem a nós mesmos? Aliás, para se chegar à prática desta máxima parte-se do pressuposto de que o ser já compreendeu o que realmente é o amor ensinado por Jesus. A partir daí, toda a sua moral, como que se encadeia, se sucede em uma escala de sentimentos que tem como base, sempre o amor.
Analisando os conceitos formulados pelo espírito Hammed, encontramos valiosas recomendações de como deve se comportar a criatura humana frente aos desafios diários, frente às constantes adversidades em que se constitui a vida neste planeta, ainda de provas e expiações. Como tudo é energia, vibração e sintonia, é natural que, se a pessoa mantém pensamentos de desvalorização, sejam por quais motivos forem, ela consequentemente, por uma questão de atração, criará em seu campo energético, mais conhecido como a aura, uma condição vibracional negativa, que também, por uma questão de combinação, atrairá pensamentos, pessoas e condições semelhantes a que está vivenciando. Por exemplo, se eu pensar que sou um derrotado, que não tenho sorte, que meu destino é sofrer, eu mesmo criarei e potencializarei as condições para que este quadro se perpetue, atrairei pessoas (encarnadas e desencarnadas) que estejam passando pelas mesmas situações. Como bem explica Hammed, nós estaremos vibrando contra nós mesmos. Não se trata de castigo divino, mas de simples resultado de uma lei natural. Claro que existem aquelas situações em que o ser precisa experienciar por tratar-se de provas necessárias ao crescimento do espírito, no entanto, todas elas podem ser mais bem vividas e até superadas, dependendo do caso. Daí a importância de se manter um padrão vibratório elevado. Em outras palavras, pensar positivamente é uma questão de Inteligência.
Os estados emocionais depressivos na atual conjuntura social que vivemos são, até certo ponto, um estado natural do espírito, visto que somos todos seres em processo de evolução, e via de regra, por estarmos em um planeta amplamente heterogêneo, estamos também, em uma fase de relativa infância espiritual. Como conseqüência desta instabilidade emocional, a grande maioria das pessoas tem momentos em que não consegue vibrar em um padrão mais elevado, caindo naturalmente em poços de tristeza e melancolia inexplicáveis – são as pequenas depressões do dia a dia. Isto, contudo, não nos faz piores do que ninguém. Vale lembrar que este quadro constitui um dos desafios a que todos estamos destinados a superar, ou seja, precisamos, antes de tudo, vencer a nós mesmos, nosso orgulho, nossa vaidade, e até nosso medo de vencer. Já disse um sábio do passado: “Conhece-te a ti mesmo”.
Pensemos nisso!

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