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Você sabe a história desse monumento?


 Poucos, hoje em dia, saberiam dizer a que se refere este monumento, que está na praça do chafariz, aliás, poucos sabem o nome correto desta praça, que é Praça Rui Favalli Bastide, ex-prefeito de Dom Pedrito que fez história, notadamente por conta de sua personalidade incomum. Bom, mas a questão é o monumento.

 Conta a história que no ano de 1963, ali do lado, na antiga estação férrea, enquanto a composição descarregava combustível para um caminhão, não se sabe direito em que circunstâncias, este teria incendiado. Diante do perigo iminente, Altidoro, o homenageado em questão, teria entrado no caminhão em chamas e retirado ele para um local mais afastado, evitando, assim, uma tragédia ainda maior. Altidoro veio a falecer em decorrência das queimaduras, mas o seu ato de altruísmo sem igual ficou na memória dos pedritenses. Assim,  a história se perpetuou tempo afora  e seguiu sendo contada de geração em geração, e no primeiro mandato de Dionil Pereira como vereador, acompanhado do então vereador Vinicio Soncini, os referidos edis fizeram a proposição na Câmara de Vereadores para que fosse feita uma homenagem a Altidoro Souza Carreiro pelo ato de bravura e destemor realizado naquele ano, e um monumento foi então construído e posto na praça do chafariz, que hoje se encontra em lugar diverso do original, por conta das mudanças que foram feitas no local.

 Infelizmente, junto com o tempo, veio o esquecimento, o vandalismo e o que hoje resta do monumento original, é pálido rascunho do que ele já foi um dia. Segundo o ex-vereador Dionil, foi ventilado um tempo atrás pela família da artista plástica Roseli Dias Peralta, autora da obra, a restauração do monumento, mas por enquanto, nada foi feito.

 Talvez o poder público pudesse fazer algo a respeito, antes que seja tarde demais para restaurar o que restou da obra de arte. É uma pena que a população não tenha ainda a cultura da preservação, do cuidado com o patrimônio público, abdicando do direito de usufruir daquilo que é construído para ela própria. Enquanto a comunidade não criar a consciência de que a vida em sociedade impõe alguns preceitos fundamentais, não adiantará as autoridades restaurarem o que foi depredado.



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