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Inspetor Lauro Telles fala sobre diminuição na onda de assaltos


 O recrudescimento no número dos assaltos em maio e junho deste ano, e que deixou a população amedrontada foi controlado e caiu para uma taxa considerada normal, depois que uma ação da Polícia Civil foi deflagrada, especificamente com o objetivo de reprimir esse tipo de crime, que vinha numa crescente até meados de junho.

 Relembre: em março foram registrados 5 assaltos; em abril, 4 assaltos; em maio esse número saltou para 13 assaltos e em junho, quando fizemos uma matéria a respeito, só nos seis primeiros dias, tinham sido registrados 11 assaltos. Em função desse fenômeno, a delegacia de Dom Pedrito solicitou para a delegacia regional para que fosse enviado um apoio, que veio nas pessoas de três policiais que somaram-se ao nosso escasso efetivo. Daí em diante, as investigações foram intensificadas, e alguns indivíduos, os principais diga-se de passagem, foram identificados e presos.

Irmãos "Lagartinho" presos por vários assaltos
 Telles atribui essa diminuição, também, ao fato de as ações que foram desenvolvidas, constituíram-se em um fator inibitório de outras ocorrências do tipo, ou seja, os criminosos viram que à polícia estava dando bastante atenção aos crimes como roubo a mão armada, por exemplo. Este mês, apenas duas ocorrências tinham sido registradas. Uma delas, um assalto a pedestre nos mesmos moldes dos anteriores - um homem jovem, com faca, assaltou um rapaz exatamente ao lado do Fórum, na terça-feira, em plena luz do dia - 16h - do qual foi levado o aparelho celular.

Pelego - Um dos assaltantes presos
 Já no fim de semana passado, um senhor que trabalha em teleentrega em um restaurante foi assaltado nas proximidades do parque de exposições. Porque ele não entregou o dinheiro imediatamente e teria descido da motocicleta, o meliante se aproveitou da ocasião e levou a sua moto que foi encontrada dia 15, no interior da Sanga das Piugas, praticamente "depenada", sem motor, sem rodas. Segundo o policial, o suspeito já está identificado e como é comum, ele é ligado a uma gangue e frequentemente utilizam as peças para fazer o que é chamado de moto "Frankenstein", justamente pelo fato de ser feita de partes de diferentes veículos. Os larápios utilizam essas motos para praticar crimes, se deslocar até bairros inimigos, para fugas, etc.

 Resumindo: ainda existem alguns inquéritos em aberto, e que assim que concluídos, certamente irão retirar outros criminosos das ruas. Vê-se que, embora a criminalidade, vez por outra, se acentue, a polícia, notadamente os policiais de nossa cidade, tanto da Brigada Militar como da Polícia Civil, merecem todo o respeito e consideração pelo tanto que fazem com seus poucos recursos.



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