Vinhos, Aromas e Sabores

JERÉZ, XERÉZ OU SHERRY 



        Todos dizem respeito ao mesmo estilo de vinho elaborado em uma das regiões da Espanha que fica ao sul do pais na região de Andaluzia. Seja pelo estilo de produção, pelo método e forma como os mesmos são elaborados, esse sem dúvida é um dos estilos mais pitorescos e elegantes de produção e elaboração de um vinho. O encanto pela utilização do método solera, pelo envelhecimento biológico ou oxidativo, que embora não sejam exclusivos da produção do xeréz, é nessa localidade que eles se apuram e são explorados da melhor forma e essência possível. Ao redor da cidade de Jerez de La Fronteira, ao sul da Espanha, na região da Andaluzia são produzidos os fortificados. Devendo ser envelhecidos dentro dos limites da cidade ou nas cidades circunvizinhas e costeiras de Sanlucar de Berrameda e El Puerto de Santa Maria. Essas cidades formam a chamada zona de crianza, também conhecida como triangulo de jerez, onde somente nas cidades de Jerez de La Fronteira, El Puerto de Santa Maria e Sanlúcar de Barrameda, se pode completar o processo de amadurecimento dos vinhos da DO Jeréz-Xéréz-Sherry e portanto a onde se encontram as bodegas de crianza. Seguindo a história, o plantio de videiras e a produção de vinhos são incentivados e se convertem num centro econômico da região, onde uma figura se destaca, dando o nome numa das uvas emblemáticas de jeréz: Fernán Ibáñez Palomino, talvez o mesmo tenha acontecido com outra uva emblemática da região: Pedro Ximénez (PX), tudo isso após a reconquista de Sherish (Xera) no ano de 1264 pelos espanhois que rebatizaram a cidade com o nome Xeres de La Frontera. Todos esses fatores foram contribuindo para o avanço da produção de vinhos na região. A base de todo Xerez é um vinho branco seco, com acidez baixa produzido pela uva palomino. Sendo permitidas também as castas Pedro Ximénes e a Moscatel de Alexandria. A palomino é a casta que mais ocupa espaço dentro da região de produção dos Xeréz.
Processo de Solera - O sistema de solera pode ser definido como sendo um sistema de corte fracionário, do qual o vinho mais antigo fica na parte de baixo e os mais jovens nas partes e nos barris superiores. Assim, ao ser decidido por engarrafar os vinhos, são retirados um pouco de cada barril da fileira de baixo, a que fica rente ao chão, que é denominada solera. Com isso, os vinhos que estão na segunda fileira, irão preencher a quantidade dos vinhos que foram retirados da soleira. No mesmo ritmo, a segunda fileira será preenchida com  vinhos da terceira fileira e assim sucessivamente. Assim periodicamente uma parte do vinho contido em cada uma das barricas soleras é extraído em uma operação chamada ¨saca¨. A parte retirada é prontamente completada numa operação chamada ¨rocio¨ com o vinho proveniente das barricas criaderas que estão logo acima, ou seja, da primeira criadera. Esse trasfega do vinho é chamado de orvalho. Uma solera de jerez fino será renovada de duas a quatro vezes por ano.
Estilos de Xerez - Fino, Menzanilla, Amontilado, Oloroso e Pedro Ximenes.
Harmonização - O jerez é um vinho de harmonização complexa e delicada.        Dependendo do seu estilo ele pode ir bem com diversas harmonizações. Contudo, uma das mais aplicadas ao caso é com tapas e o jamon, famoso presunto cru espanhol.

#Dom Pedrito, paixão natural
#Beba vinhos, faça amigos
#Viagem Dom Pedrito
#Enoturismo  

Publicada em, 26 de dezembro de 2020.

Postar um comentário

27 Comentários

Anônimo disse…
Muito bom sua materia
lena silva disse…
Acompanho e aprendo lendo a coluna....vinhos aromas e sabores
Antonia disse…
Aprendendo e deliciando-me com as materias
Todos os finais de semana esperando

Maria Jussara disse…
Estou degustando mais vinhos depois de ler a coluna
Sergio disse…
Aprendendo
MATEUS KLEIN RINALDI disse…
Simples, claro, didático e instigante. Aprender sobre o vinho nos ajuda a fazer melhores escolhas. Parabéns.
Beti Klein disse…
Algumas pessoas dizem que para se tomar um bom vinho é necessário apenas ter dinheiro, mas sem conhecimento é difícil apreciar um bom vinho.
Na minha opinião oque faz toda diferencia é ter a companhia certa.
Unknown disse…

Materia muito interessante, cada vez mais apaixonada pelos vinhos !!
Ana Ambrósio disse…
Excelente matéria, fiquei curiosa em saber quais são as leveduras selecionadas acrescentadas ao mosto que garantem um desenvolvimento ideal do processo.
Ana Ambrósio disse…
Fantástica esta matéria, confesso que me deparei com termos que desconhecia, e fui me informar, de fato este mundo do vinho é complexo e fascinante.
Parabéns, ansiosa por saber mais.
Ianara disse…
Moro em Santa Maria comecei a ler a folha da cidade agora e achei a matéria excelente, clara e de fácil entendimento. Quero saber mais sobre vinhos e Enogastronomia.
Ianara Pires disse…
Parabéns! Adorei a matéria,aorendendo cada vez mais.
Gilmara disse…
Muito interessante,vou procurar aprender mais.
Unknown disse…
Muito boa a tua matéria...continuo aprendendo.
Ianara disse…
Parabéns... excelente a matéria, aprendendo cada vez mais.
Ianara disse…
Matéria muito interessante...aprendendo sempre.
Lucia disse…
Magnifica a materia dia 1/02/2020...aprendendo

Lucia/Floripa

Ana Ambrósio disse…
Magnifico tutorial, ao ler visualizei cada detalhe.
Parabéns!
Antonia disse…
Linda materia/homenagem as mulheres do vinho. Aprendemos mais sobre vinhos a cada dia nesta informativa coluna


Lucia Suñe
Carla Coutinho disse…
Interessantíssima matéria... Certamente, quem a escreveu demonstra grande conhecimento e paixão sobre o assunto. Pois, consegue despertar o interesse pelo maravilhoso mundo dos vinhos em cada detalhe. Acompanharei com mais frequência esta coluna, já que há muito o que aprender.
Ana Ambrósio disse…
Gostei da classificação dos vinhos de chato a nervoso.
Sempre ouço vinho honesto, o que significa está classificação ou atributo ao vinho?

Carla Coutinho disse…
Parabens pela excelente coluna.!! Informativa e esclarecedora. Faz com que os apreciadores de vinhos,iniciantes, busque apropriar-se cada vez mais do conhecimento referente a esta bebida.

Carla Coutinho.- Poa

Raquel Barbosa disse…
Adoro esta coluna!!! Gosto de vinhos e tudo aqui apresentado pode ser aplicado no nosso cotidiano.

Raquel/PoA
Anônimo disse…
Excelente coluna do dia 13/06. Demostra com clareza como abordar o assunto de forma simples, mas com conhecimentos importantes.

Guilherme Santos, POA
Sílvia Fioreze disse…
Parabéns ao Jornal por ter uma coluna dedicada ao Vinho, demonstra a credibilidade no potencial da região.
Apresentam aqui um espaço cultural diferenciado, bravo!
O colunista traz uma grata oportunidade de aprendizado..
Antonia disse…
Visitar Dom Pedrito breve....muito bom a matéria

Asenir
Ana Ambrosio disse…
Excelente conteúdo, claro e objetivo, me chamou atenção o comentário abaixo:

" Nos climas mais frescos não costumam amadurecer por completo podendo trazer elementos ao vinho de forma desagradável, tais como aromas de vegetais como couve e folhas molhadas".

Referente a esta informação citada acima, o que deve ser feito para que este sabor não predomine?

Gratidao por tuas postagens.