Silvio Bermann - FOLHA DA CIDADE

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Silvio Bermann


O Rotary das Gurias     

        Na quarta-feira passada (27), o Rotary Clube Obelisco da Paz completou seu 17º aniversário. Uma história que começou como um clube de serviço misto e, no decorrer do tempo, por circunstâncias da vida (principalmente, transferências de membros para outras cidades, por questões profissionais), os homens foram saindo e o clube acabou se tornando o Rotary das Gurias, contando hoje com 21 mulheres profundamente engajadas com a causa de servir à comunidade.
Por outro lado, o Obelisco é o clube rotário mais novo, dentre os três existentes em Dom Pedrito, e por decorrência também o chamo de Caçulinha de nossos clubes rotários.
No exercício de meu trabalho na imprensa falada e escrita, testemunhei essa entidade nascer e, de forma especial por afinidade com suas integrantes e amizade estreita com a maioria, acompanhei os grandes feitos dessas meninas através dos 17 anos de seu exemplar trabalho benemerente.
Na página 3 desta edição, o leitor tem a oportunidade de verificar algumas das principais contribuições do Rotary Obelisco para diversos setores de nossa comunidade, em especial a destinação de recursos e equipamentos para entidades filantrópicas e assistenciais, como Santa Casa, Aspedef, Apae, Liga Feminina de Combate ao Câncer, Lar de Idosos, Casa de Repouso Maria Celoir, entre outras.
Entretanto, o recurso que aparece lá na ponta, quando o cheque está sendo entregue a causas tão nobres, é fruto de muito esforço e transpiração das gurias do Rotary Obelisco, desenvolvendo campanhas, fazendo pedágios, atendendo o bar e lancheria de seu estande no Parque de Exposições durante longas noites de Farm Show, realizando promoções variadas que as retiram de seus lares, do convívio de suas famílias para exercitarem uma das mais nobres dentre as virtudes: a solidariedade.
O que resta dizer, então, com minha limitação de palavras que não conseguem traduzir a admiração que sinto por essas 21 queridas amigas? Sem alternativa, socorro-me de um poeta, para mim o maior deles: o libanês Khalil Gibran, que nos diz:
“(...) Só é grande quem transforma a voz do vento em canto tornado mais doce pelo próprio amor. O trabalho é amor tornado visível. E se não puderdes trabalhar com amor, mas apenas aborrecidos, mais vale abandonardes o trabalho e sentados à porta do templo receberdes esmola dos que trabalham com alegria”.
Sim, esta é a palavra que faltava: ‘Alegria’, em servir, em trabalhar, em fazer o bem, em ser luz em meio à escuridão da necessidade e da pobreza; em ser exemplo onde, por vezes, faltam referências de compaixão, determinação e coragem de poucas fazerem o que muitos não fazem. Parabéns, gurias do Rotary Clube Obelisco da Paz! Que venham muitos outros aniversários! Carpe diem!

Publicada em, 30 de maio de 2020.





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