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O programa Sentinela completa um ano de atividades percorrendo a fronteira do Brasil com o Uruguai e a Argentina e garantindo a segurança sanitária do rebanho gaúcho – livre de febre aftosa sem vacinação.

Nesses 12 meses, as equipes percorreram cerca de 54 mil quilômetros e fiscalizaram 29.530 bovinos, 5.730 ovinos e 1.230 equinos. Além das seguintes ações:

• 2.852 ações de educação sanitária
• 1,18 mil veículos fiscalizados
• 308 barreiras realizadas
• 371 autuações emitidas
• 232 propriedades fiscalizadas
• 398 abates sanitários

As multas chegaram a R$ 2 milhões e o custo estimado para os produtores que não atendiam as normas é de R$ 3,2 milhões – soma das multas e dos animais abatidos.

“Os resultados do programa Sentinela em apenas um ano de atuação mostram que o trabalho dos nossos servidores nas fronteiras com Argentina e Uruguai tem sido fundamental para evitarmos a entrada de riscos sanitários. O Sentinela se tornou modelo para o país e nos ajudará a manter nossa certificação internacional de Estado livre de febre aftosa sem vacinação”, afirma a secretária da Agricultura, Silvana Covatti.

O programa começou em 8 de julho de 2020 e durante esse período o teor das ações foi mudando. “Neste um ano de atividades, percebemos uma evolução nos achados e na forma de atuação do Sentinela. As frentes mais trabalhadas no programa foram a fiscalização da criação irregular de animais na faixa de domínio, muito presente na fronteira com o Uruguai, e que teve uma redução drástica, e a movimentação irregular de animais, que também registrou uma diminuição. Além disso, há ainda o contrabando de cargas vivas e de produtos de origem animal, registrado na fronteira com a Argentina, que continuamos investigando com uma ação integrada das áreas de segurança”, analisa o coordenador do programa Sentinela, Francisco Lopes.

O trabalho de inteligência, com a utilização de ferramentas como a análise de rede de movimentação animal, realizado em parceria com a Universidade Estadual da Carolina do Norte e patrocinado pelo Fundesa, permite que se possa apresentar um trabalho de fiscalização que otimiza os recursos e presta um serviço de defesa sanitária animal eficiente, através da escolha de propriedades chaves e rotas preferenciais.

“Agora, com o reconhecimento de zona livre de aftosa sem vacinação, este programa se reveste de uma condição que diferencia o estado do Rio Grande do Sul, trazendo a segurança que todos os setores da produção esperam e precisam. O Sentinela está fazendo um papel extraordinário. Parabéns ao Serviço Veterinário Oficial que está capitaneando este processo, com um programa muito bem planejado, muito bem estruturado e que só traz orgulho ao Fundesa como entidade apoiadora”, afirma Rogério Kerber, presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa).

Para a superintendente do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul, Helena Rugeri, “o Programa Sentinela foi um grande avanço na melhoria da estrutura do serviço de Defesa Agropecuária do RS, realizando ações nas áreas agrícola e pecuária, mas principalmente na maior proteção do rebanho gaúcho”.

A parceria com as forças de segurança tem sido fundamental para o bom andamento do programa. “As operações integradas como a do Sentinela são de grande importância, pois a atuação conjunta dos órgãos de fiscalização e controle tornam o trabalho mais pontual e técnico”, afirma a major Vanessa Peripolli, subcomandante do 4º Batalhão de Polícia de Área de Fronteira (Bpaf).

O tenente-coronel da Brigada Militar Cezar Augusto Chaves, coordenador das operações, lembra que a BM esteve desde o início engajada no programa e pode se considerar que a missão foi um sucesso. Conforme ele, “a parceria entre a Secretaria da Segurança e a Secretaria da Agricultura fez o trabalho crescer exponencialmente e esperamos continuar com esta parceria”.

O delegado regional executivo da Polícia Federal, Alessandro Maciel Lopes, destaca que “a Secretaria de Agricultura, por meio do programa Sentinela, exerce eficiente trabalho na fiscalização de ilícitos agropecuários, notadamente na prevenção da aftosa”. Segundo ele, “a proximidade entre os órgãos e a troca de informações é essencial para que as instituições realizem de maneira efetiva a atividade de controle, prevenção e repressão de crimes. Assim, a integração resulta em importante ação protetiva a ilícitos transfronteiriços”.

Novo status

Desde que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) oficializou o Rio Grande do Sul como zona livre de febre aftosa sem vacinação, em 27 de maio deste ano, o papel do programa se tornou ainda mais relevante.

“O Sentinela entrou como uma importante ferramenta para a substituição da vacinação de febre aftosa, atacou fortemente as áreas de maior risco de introdução do vírus no Estado, conforme apontado pelo estudo de análise de risco elaborado pelo Departamento de Defesa Agropecuária (DDA) em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul”, afirma Francisco Lopes, coordenador do programa. Lopes projeto que para o próximo ano o Sentinela vai focar ainda mais nas atividades prévias de análise de dados e inteligência em parceria com os outros órgãos.

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