Cidade



Continuamos a série de matérias contando a história de vida de cinco homenageados, que levam o nome de uma medalha do prêmio Ramón Torres.

HOMENAGEADO: NESTOR CARDONA MACHADO

Nasceu em Dom Pedrito, no dia 27 de julho de 1909, filho de Afonso Machado e Eustáquia Cardona Machado.

Trabalhador desde cedo, quando guri já entregava jornais e, na adolescência, trabalhava como empregado no comércio local.

Empreendedor nato, na fase adulta iniciou suas próprias atividades comerciais com o “Armazém Sarandi”, junto com o seu sócio Félix Etchechury (firma Machado e Etchechury). Em 1936, quando o Armazém Sarandi já era um dos mais populares e acreditados estabelecimentos comerciais de Dom Pedrito, o mesmo foi destruído por um incêndio. Poucas mercadorias conseguiram ser retiradas antes da propagação do fogo, o que gerou um prejuízo de trezentos contos de réis naquela época.

Apesar da tragédia, Seu Nestor (como era carinhosamente chamado) não desistiu do sonho de ter o próprio negócio, e com sua determinação e arrojo, solicitou na Prefeitura, em 16 de janeiro de 1938, o Alvará de Licença de Firma Individual denominada Casa Machado Secos e Molhados, cujo carro chefe era a venda de pão e carvão, tendo como localização a avenida João Pessoa (hoje rua Rui Barbosa), esquina Júlio de Castilhos.

Já estabilizado financeiramente, casou-se com Oaded Azevedo Machado, em 14 de novembro de 1944, com quem teve três filhos: Jussara, Mara Regina e Carlos Alberto.

No ano de 1950 construiu sua nova loja, com venda de secos, molhados e tecidos (Nestor Machado & Cia Ltda).

A Casa Machado foi um dos expoentes do comércio pedritense, preservando uma tradição de qualidade e seriedade nos negócios, “marca registrada” de seu fundador.

Nestor Cardona Machado, ou “Seu Nestor”, participou ativamente do progresso e crescimento de Dom Pedrito, não só como empresário, mas também como pecuarista e líder comunitário. Foi Venerável Mestre da Loja Maçônica Cruzeiro do Sul IIIª, e fez parte do Rotary Clube, CDL, Associação Comercial e Industrial, Sindicato Rural, clubes sociais e outros. Além disso, era um verdadeiro apaixonado pelo Esporte Clube Cruzeiro.

Relato de familiares nos contaram que quando a 3ª Cia de Eng. e Cmb. Mec. estava em construção, o Senhor Nestor fornecia a alimentação para os construtores, preparada por suas irmãs.

Usava muito a frase: fazer o bem sem olhar a quem – e não gostava que seu nome aparecesse quando fazia doações.

Muito dedicado à família, passou a vida distribuindo afeto, amizade e bondade aos seus pais, irmãs, esposas, filhos, genros, nora, netos e demais familiares.

O casamento que durou mais de 40 anos, frutificou com três filhos, oito netos, 11 bisnetos e um tataraneto.

Nestor Machado faleceu aos 78 anos, em 31 de março de 1988, tão logo comemorado os 50 anos da Casa Machado em 16 de janeiro.



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