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O Ministério da Saúde vai antecipar a vacinação de parte dos profissionais das “forças de segurança e salvamento” que estejam atuando diretamente no enfrentamento da pandemia da covid-19. Essa parcela da população deve ser contemplada com uma cota das vacinas já a partir da próxima distribuição, prevista para quinta-feira (1º). O montante ainda será definido entre a pasta e os conselhos de Secretários Estaduais e Municipais de Saúde (Conass e Conasems, respectivamente).

A informação foi dada pela coordenadora-geral do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Francieli Fontana, em reunião da gestão tripartite do SUS nesta terça-feira (30). A alteração foi feita a pedido de gestores locais e do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A medida já vinha sendo adotada por conta própria em algumas localidades, gerando atritos.

Deverão ser contemplados os profissionais de segurança que atuam no atendimento ou transporte de pacientes, resgate e atendimento pré-hospitalar, apoio à vacinação e vigilância das medidas de distanciamento associadas à prevenção da covid-19.

“Esses trabalhadores já deveriam estar vacinados, porque são linha de frente, estão atendendo no enfrentamento da pandemia, poderiam inclusive ser considerados como trabalhadores do setor Saúde. A nossa definição em relação a profissionais de saúde é mais ampla, é o trabalhador envolvido em toda a ação de combate à pandemia.”

A lista indicada pela pasta da Justiça era ainda maior, incluindo profissionais que atuam nas fronteiras, em ações de combate ao crime ambiental, entre outros. Mas, segundo Fontana, foi preciso delimitar, para não atrasar a lista atual de prioridades, que ainda tem grupos de idosos e com comorbidades antes dos profissionais de segurança e salvamento, que figuram no rol, mas não primeiras posições.

“Se esses profissionais (das forças de segurança e salvamento) tiverem comorbidades, já poderão se vacinar dentro desse grupo prioritário”, diz Fontana.

A cota de vacinas para esses profissionais de segurança diretamente envolvidos no combate à covid-19 será aplicada já a partir da próxima distribuição de vacinas, prevista para a próxima quinta, quando um total de 9,1 milhões de doses devem começar a ser enviadas aos Estados. No sábado (3), serão mais 2,1 milhões, segundo previsão do governo federal. Em cima desses montantes será definido um percentual para o grupo inserido como prioritário.

Nesta terça, durante Comissão Externa de Enfrentamento à Covid-19 na Câmara, o secretário de Atenção Especializada à Saúde, coronel Luiz Otávio Franco Duarte, afirmou que tentará incluir profissionais que atuam na fabricação de medicamentos de UTI nos grupos prioritários para vacinação contra covid-19.

Segundo ele, a medida é uma tentativa de evitar que seja agravado o desabastecimento desses medicamentos caso esses profissionais adoeçam. Durante a sessão, representantes das farmacêuticas pediram que a vacinação prioritária seja garantida ao setor. O presidente da comissão, deputado Luizinho (PP-RJ), afirmou que fará requerimento para que a Câmara aprove indicação ao Ministério da Saúde para dar prioridade aos profissionais considerando a falta de medicamentos.

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