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Parlamentares da bancada gaúcha e os dirigentes de Fetag, Farsul, Fecoagro, Emater e Famurs se reuniram por videoconferência, nesta segunda-feira (23), com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. No encontro virtual, os setores produtivos apresentaram uma série de reivindicações para o enfrentamento dos efeitos da estiagem no Rio Grande do Sul. Em documento assinado conjuntamente, as entidades ressaltam que a seca ocorrida no último trimestre de 2019 e no segundo semestre de 2020 impactou intensamente a produção agrícola e pecuária na última safra. Como resultado, 394 municípios tiveram decretos de estado de emergência homologados por conta dos prejuízos econômicos provocados pela falta da chuva.

Presente ao encontro, o deputado federal Jerônimo Goergen (Progressistas-RS), disse que a ministra está bastante ciente sobre o problema e determinou a criação de um Grupo de Trabalho que irá monitorar o avanço das perdas no campo. Segundo o parlamentar, há diversos aspectos que precisam ser observados em relação à estiagem. “Há uma produção relativa à agricultura familiar que já vem sem renda e que não adianta só prorrogar contas. O setor não recebeu bolsa-estiagem nem o coronavoucher. Temos ainda a situação da produção animal que está encontrando sérias dificuldades para acessar os insumos. E existem um processo de endividamento que vem em consequência de duas safras mal colhidas ou nem colhidas”, ponderou.

O parlamentar teme que o trabalho de apoio realizado pelo governo federal acabe se consolidando apenas ao final da safra. “É algo que tecnicamente pode acontecer. E para quem já vem enfrentando um processo de falta de renda, a demora no socorro acaba sendo um drama adicional. E tem que levar em conta a elevação dos custos de produção”, destacou. Jerônimo defendeu uma medida estrutural que ataque o problema do endividamento, como forma de organizar as contas do produtor. “Isso não foi tema do encontro de hoje, mas é algo que eu vejo como fundamental se quisermos atacar esses gargalos”, finalizou.

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