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Muito embora o governador Eduardo Leite tenha anunciado, no meio da semana passada, o retorno gradual das atividades presenciais em sala de aula, o cenário ainda é de planejamento na região, portanto, o Ensino Médio (primeira modalidade de ensino contemplada no cronograma) não retorna nesta terça-feira, dia 20, disse a coordenadora Miriele Barbosa Rodrigues, titular da 13ª Coordenadoria Regional de Educação (13ª CRE) à reportagem do Folha. Mesmo após o retorno, ela enfatizou que o foco será o reforço. Os conteúdos seguirão seu desenvolvimento normal no Google Classroom.

Miriele explica que a região se prepara gradualmente para um retorno. “Mas o dia 20 a nossa região não retorna ainda, nós ainda temos algumas coisas para ajustar até o dia 30, EPIs (equipamentos de proteção individual) para chegar, então nós estamos no momento de organização primeiramente”, salientou a coordenadora. Após superar esta fase, o retorno se dará de forma gradativa. “Nós vamos atender um grupo muito pequeno de alunos, aquelas que possuem muitas dificuldades, então as escolas já estão se organizando para isso”.

O foco no retorno serão aqueles alunos que estão enfrentando dificuldades de aprendizagem, dentro do atual sistema de educação à distância utilizado, o Google Classroom, ou, mesmo aqueles ao qual a família está impossibilitada de auxiliá-lo. “Aquele aluno que não consegue entender ou aprender na plataforma, então são nesses casos de dificuldades que nós vamos atender, é um número muito reduzido, são poucos alunos por dia”, destacou Miriele. “Será quase uma aula particular”. O Classroom continuará sendo a plataforma utilizada para desenvolvimento. “Se o aluno está aprendendo bem, ele está confortável, ele pode ficar tranquilamente, pois o professor vai seguir atendendo ele na plataforma”. Para aqueles que optarem pela sala de aula, a carga horáriaserá de 3h, com períodos de higienização e ampliação do quadro de funcionários para atuar na limpeza. “Até que todos os processos estejam organizados a nossa região não volta”, reforçou.

Questionada se há uma data estimada para retorno na região, Mirieli diz que são vários fatores a serem analisados. “Nós anunciamos várias datas, e dentro dessas várias datas nós tivemos que repensar. Enquanto em nossa região não tiver tudo já planejado, dentro dos protocolos, nós não retornamos”, enfatizou, ainda, que depende de outras situações para efetivar o retorno.

Envio dos EPIs

Mirieli diz que os equipamentos de proteção serão encaminhados à região em breve. “Eles já foram comprados e cada escola recebeu o número de EPIs que vai chegar. É um número bem grande, suficiente para sobrar para o ano que vem, eu acredito, pelo baixo número de alunos que nós vamos ter. Então vai ter álcool, máscara, termômetro, tapete. Claro que as empresas têm um tempo de entrega (…) acredito que a nossa região vai receber a primeira leva de equipamentos semana que vem”.

O Estado investiu R$ 270 milhões na compra de equipamentos de segurança e de proteção para garantir o retorno seguro às escolas. Do montante, R$ 15,3 milhões foram destinados à compra de equipamentos de proteção individual (EPIs); 9,8 mil termômetros infravermelhos; 328 mil máscaras infantis; 1,9 milhão de máscaras infanto-juvenis; e 1,3 milhão de máscaras adultos.

Por fim, a coordenadora pediu calma e serenidade à comunidade escolar, deixando claro que a 13ª CRE está a disposição para esclarecer dúvidas e destacando que o retorno é facultado, tendo em vista que professores nos grupos de risco não são obrigados a aderir ao retorno.

Na Escola Estadual de Ensino Médio Nossa Senhora do Patrocínio, as salas de aula já foram preparadas para contexto de retorno (foto), embora ainda existe incerteza quanto ao processo.

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