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A Associação de Pais e Amigos dos Autistas (Apaa) de Dom Pedrito foi uma das 35 entidades que compõem a Rede Gaúcha Pró-Autismo (RGPA), a endossar a “Nota pública sobre o retorno às aulas presenciais no Estado do Rio Grande do Sul”.

O documento destaca que “Em vista do cenário de pandemia da Covid-19, as associações de familiares de pessoas com autismo que compõem a Rede Gaúcha Pró-Autismo vêm manifestar-se publicamente em relação ao retorno presencial às aulas no Estado do Rio Grande do Sul”.

A RGPA e suas afiliadas argumentam: “Mesmo que a ausência das aulas presenciais resulte em muitas dificuldades para as famílias, tais como lidar com eventuais crises comportamentais devidas à falta das rotinas anteriores e dificuldades em auxiliar na execução das tarefas, o retorno à escola é visto com muita preocupação, pois é consenso entre as famílias que crianças e adolescentes com autismo, em sua maioria, teriam dificuldades em entender e aceitar as orientações e praticar os cuidados necessários para evitar a contaminação, como usar máscaras, higienizar as mãos com álcool em gel, devido principalmente a alterações sensoriais e ausência de noção de perigo, sendo praticamente impossível manter o distanciamento mínimo adequado de colegas ou outras pessoas”.

Considera, ainda, que “a pandemia ainda não apresenta indicadores seguros de redução dos números de mortes e contaminações e em observância à Constituição Federal que em seu Artigo 227 determina que ‘é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de coloca-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão’, a Rede Gaúcha Pró-Autismo informa ser favorável à manutenção do ensino remoto no ano de 2020 para todos os educandos, inclusive autistas, com retorno presencial às aulas apenas quando houver disponibilidade de vacina e condições sanitárias que comprovadamente assegurem a saúde e a vida, pois não haverá consolo para a família que sofrer por ter aberto mão da segurança” (o grifo, em negrito, é do próprio texto original).

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