Cidade


Servidores dos Correios no município aderiram à greve nacional, que teve início nesta segunda-feira (17). Em Dom Pedrito, a greve paralisa a distribuição de encomendas, no entanto, a agência, localizada na esquina das ruas Borges de Medeiros e José Bonifácio, segue funcionando, com atendimento ao público. 

A reportagem conversou com os servidores, que justificaram o movimento, entre outras coisas, a  paralisação ocorre por tempo indeterminado, em protesto contra a retirada de direitos, a privatização da empresa e a ausência de medidas para proteger os empregados da pandemia do novo coronavírus, além disso, existe defasagem nos quadros da empresa, que não realiza concurso público desde 2011.

“Em termos gerais, todos os anos temos o nosso dissídio, negociação. Neste ano, na nossa paralisação, o que os sindicatos por todo o país pedem é que a empresa mantenha por mais um ano, prorrogue por mais um ano nosso acordo coletivo de trabalho”, explicou Luciano, um dos servidores que aderiu à greve na Capital da Paz. Ele pontua que não há demanda por salários maiores ou aumento de benefícios, mas apenas a manutenção daquilo que foi proposto. “Não queremos a privatização da nossa empresa, pelos prejuízos que já sabemos que vamos sofrer e não queremos a retirada dos nossos direitos. Queremos apenas que a empresa mantenha nosso acordo coletivo”, resumiu.

“Para ter ideia, cada um faz serviço de dois. Temos consciência de não estar prestando um bom serviço para a comunidade, mas não é por nós, é pela demanda de serviço”, relata o servidor Jaime, ressaltando que em virtude da pandemia, houve um salto significativo na demanda, principalmente e-commerce.

Outro problema crônico enfrentando pela empresa é deficiência de efetivo para entrega de encomendas. A servidora Isabel relatou à reportagem que não há condições, muitas vezes, de atender à demanda. “Os trabalhadores estão na rua, diariamente, se ano passado, estávamos fazendo um distrito, atualmente estamos cobrindo o dobro, em tamanho. Não temos condições de atender tudo isso”, constata.

Há, também, um sucateamento da empresa e falta de materiais básicos de trabalho, ao ponto dos servidores custearem manutenção de veículos e bicicletas, o que também afeta a frequência das entregas.

Além disso, o sucateamento e falta de investimentos é visto como proposital, em parte, para justificar a privatização.

Saiba mais sobre a greve

A greve nacional por tempo indeterminado se dá devido à falta de acordo sobre reajustes salariais e reduções em direitos trabalhistas. A paralisação, também, é um movimento da categoria para se posicionar contra a privatização da estatal, que está em fase de análise pelo governo federal, mas mantém um número mínimo de trabalhadores pelo fato de o serviço ser considerado essencial.

O que diz os Correios

Em nota, os Correios informaram ter um plano de continuidade de negócios para manter o atendimento à população em qualquer situação adversa. A estatal informou que o objetivo primordial é cuidar da sustentabilidade financeira da empresa, de forma a retomar a capacidade de investimento e sua estabilidade, e manter os empregos dos funcionários.

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