Programa Sentinela e o alerta para produtores que mantém o chamado “gado de corredor”

O programa Sentinela – que está tendo projeto-piloto desenvolvido – tem o objetivo de manter seguro os campos do Estado, avançar no status sanitário, evitar a entrada e a disseminação de doenças através do trânsito ilegal de animais e produtos de origem animal, abarcando 59 municípios localizados nas regiões de fronteira entre Argentina e Uruguai, o que evidentemente incluí Dom Pedrito. O programa traz a união entre a Secretaria de Agricultura e as forças de defesa e segurança, para realização de barreiras de fiscalização em diferentes áreas.

O Sentinela se justifica pela extensa área de fronteira que o Rio Grande do Sul mantém com os dois países, totalizando 1,2 mil quilômetros, sendo 400 quilômetros de fronteiras secas, portanto, problemas como circulação de gado roubado, sem Guia de Trânsito ou portador de doenças são riscos potenciais.

De todas as medidas que serão tomadas, a mais visível é a que trata do “gado de corredor”, prática muito comum, adotada no interior de Dom Pedrito, principalmente em estradas onde o movimento de veículos é mais tranquilo. De acordo com o programa, a prática de criar gado em corredor, ou seja, nos espaços entre cercas e rodovias, ou em qualquer lugar que não seja uma propriedade rural, é irregular e traz riscos ao rebanho estadual. Por isso, os animais nesta situação serão recolhidos e, caso a propriedade não seja comprovada, serão enviados ao abate sanitário. A carne, nestes casos, será destinada para entidades assistenciais.

A fiscalização tem o objetivo de manter o controle sanitário, garantir a segurança da saúde do rebanho gaúcho. Além das abordagens de trânsito vai ser feita a fiscalização nas propriedades.

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