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O médico veterinário Robson Garagorry da Rosa, coordenador da Inspetoria de Defesa Agropecuária (IDA), falou ao Primeiro Jornal, da Rádio Upacaraí, sobre a questão dos bovinos que transitam nos corredores de estrada na região da fronteira do Brasil com o Uruguai e Argentina. O assunto está sendo formatado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) e está ligado a questão da febre aftosa, tendo em vista que o Rio Grande do Sul tenta ser zona livre de aftosa, ao lado dos estados de Santa Catarina e Paraná. A prática de manter bovinos em corredores de estradas, principalmente municipais, é muito comum na região.

Robson explicou que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) realizou uma auditoria nas inspetorias veterinárias, onde, inclusive, a IDA do município foi auditada, assim, o MAPA emitiu um documento, com medidas para que o Estado possa ficar livre da vacinação. Dentre o verificado, estão as medidas adotadas nas regiões de fronteira. “Eles querem uma ação mais ativa na fronteira, com os outros países – Argentina e Uruguai”, explicou Garagorry, complementando que está sendo montado um projeto específico, onde contempla a questão dos bovinos que permanecem, a maior parte do tempo, nos corredores de estradas. “Isso é uma coisa que se fala todos os anos, pois ocorrem acidentes, abigeatos, falta de responsabilização dos proprietários. Para tirar a vacina (da febre aftosa) é uma das coisas que o Ministério exige: não pode ter gado em corredor”, salientou Rosa. Há, até mesmo, uma dificuldade na rastreabilidade dos animais.

Ainda não há uma definição quanto a quilometragem na linha de fronteira. De qualquer forma, os animais serão recolhidos. A vistoria nos corredores será feita, inclusive, com apoio aéreo através de drones.

“Falei algumas vezes com o secretário de Agricultura e com o prefeito, pois vejo que não é uma coisa do Estado, e sim de todos. É uma questão municipal, estadual e, como se trata de uma fronteira, federal também”. No entanto, Robson esclarece que tudo ainda está sendo formatado. Ele acredita que os animais, quando recolhidos, serão alojados nas áreas da Fepagro – antigas estações experimentais – ou áreas do Exército Brasileiro. O destino desses animais seria o abate sanitário.

“Primeiro vai se definir o que vai ser a área de fronteira – 15 ou 20 quilômetros. O que estiver naquela área delimitada, vai direto ao abate sanitário. Doação da carne, enfim, está em estudo este projeto ainda”, enfatizou.

No entanto, os produtores que mantém seus animais em corredores de estrada já podem antecipar ações para retirada dos bovinos destes locais. “O gado de corredor está com os dias contados”, afirmou Garagorry. “O gado precisa estar dentro do campo”.

As medidas, quando aplicadas, abrangeriam zonas como a Música, Três Vendas e Serrilhada, por exemplo.

Quanto as demais áreas do município, há um estudo, realizado localmente, objetivando normatizar ações para coibir a prática.

 

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