Cidade

O Folha da Cidade, na mesma linha que tem seguido, fazendo contato com entidades assistenciais do município que se ressentem neste momento da pandemia do Coronavírus, quando promoções não são realizadas para arrecadar recursos, contatou, na semana passada, o presidente da Associação Pedritense do Deficiente Físico (Aspedef), Marcelo Munhós.

“Para manter os cerca de 1.600 atendimentos mensais que nossa instituição oferece à comunidade, temos uma expectativa de gastar R$ 180 mil ao ano. A subvenção que a prefeitura nos oferece é de R$ 40 mil anuais, o restante arrecadamos com pedágios, doações de clubes de serviços e algumas ações promovidas. Atualmente, nossos funcionários estão em férias, neste final de semana completaremos um mês de suspensão de nossas atividades”, destacou.

Acrescentou que neste momento a diretoria da Aspedef tem a seguinte preocupação: com as pessoas que precisam da entidade, com os profissionais que lá trabalham e sobre como vai proceder no final dessas férias, “(...) e também pensamos nos técnicos dos quais compramos atendimentos (que não possuem vínculo de trabalho com a instituição) e que lá prestam seus serviços; eles, além de não estarem atendendo seus pacientes, também não estão tendo os rendimentos que lá obtinham já que recebem por produtividade, isto é, se não trabalham não são remunerados. E nós não temos, nem como fazer as nossas ações, os clubes de serviço arrecadam do comércio muitas vezes, ou do agronegócio, ou de suas próprias promoções, então é um cenário que preocupa qualquer diretoria”.

O presidente argumenta que instituições assistenciais, no seu entendimento, nenhuma tem reservas financeiras para consumir em momentos difíceis como este que se está enfrentando. “Nós tínhamos previsão de manter os funcionários, sempre temos precaução de ter o dinheiro de suas férias, e automaticamente, como gestores, num momento em que se desenhou esse cenário (do Coronavírus), os servidores que são empregados, com carteira de trabalho assinada pela Aspedef, entraram em férias e aqueles profissionais que prestam atendimento lá, como fonoaudiólogo e outros, nós suspendemos a compra desses atendimentos”.

Marcelo Munhós explica que o salário antecipado do mês de férias aos funcionários com carteira foi cumprido, mas não o um terço que se deve pagar a mais ao servidor. “Há um prazo, até o dia 20 de dezembro, e até lá esperamos fazer esse acerto, mas a gente está trabalhando conforme as medidas que o governo federal foi determinando através de decretos”.

Nesse período sem atividades na instituição, lamentavelmente não funcionam os grupos que desenvolvem um extraordinário trabalho de acompanhamento de pessoas vulneráveis, atendidas em grupos como os que acompanham pacientes de AVC (Acidente Vascular Cerebral) e Mal de Parkinson.

“Tenho, na Aspedef, acredito que 16 ou 17 anos de voluntariado e fomos pegos de surpresa com essa situação, como de resto em nossa vida profissional nunca imaginávamos que enfrentaríamos isto”, enfatiza Munhós. Questionado sobre as sessões de fisioterapia que as pessoas vinham realizando na instituição, um tratamento que não poderia ser interrompido, se esses pacientes estariam sendo atendidos em outros locais, respondeu: “Quando a Aspedef fechou, por questões de segurança, risco de contaminação, questões protocolares, etc, a fisioterapia foi suspensa também, até porque grande parte das pessoas que fazem fisioterapia são de grupos considerados de risco. A boa notícia é que fizemos um levantamento e, sensibilizados pelo alto número de pessoas que precisam de fisioterapia, voltaremos a oferecer esse serviço no dia 16 de abril (ontem), beneficiando, de início, em torno de 40 pacientes”, anunciou o presidente.

Doravante, sem expectativa de incrementos na receita da entidade, o presidente explica que já estavam programando uma rifa, um galeto, além de procurarem recursos junto a clubes de serviços. “Com o advento da pandemia, acredito que caberá a nós promovermos campanhas para solicitar doações, divulgarmos em redes sociais contas bancárias para depósitos, mas entendo assim, que em relação à distância que temos hoje dos valores que precisamos para manter a instituição o ano todo, se essa crise causada pelo Coronavírus não passar logo, com certeza, a capacidade dos serviços da Aspedef não será a mesma quando retornar. Teremos, possivelmente, uma redução de quadros (de servidores), de atendimentos, porque esses profissionais têm contratos que precisam ser respeitados. Poderemos ter, inclusive, encerramento de contratos”, projeta Marcelo Munhós.

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