Bagé recebe confirmação de recursos para escola cívico-militar - FOLHA DA CIDADE

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13 de janeiro de 2020

Bagé recebe confirmação de recursos para escola cívico-militar

Por: Jornal Minuano

Antes do início do ano letivo, o Ministério da Educação deu aval para que Bagé seja a quinta cidade gaúcha contemplada pelo Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, em 2020. Com isso, o Rio Grande do Sul se torna um dos estados com o maior número de instituições inseridas no projeto-piloto do governo federal. Depois da definição do Ministério, na noite desta quinta-feira, caberia à prefeitura e à comunidade de Bagé definir o colégio que vai aderir ao sistema.

Conforme a secretária municipal de Educação e Formação Profissional Adriana Lara, Bagé é diferente de outras cidades e conta com duas escolas cívico-militares: a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) São Pedro e a Emef João Severiano da Fonseca. As duas já estão com o modelo de ensino em andamento, desde o segundo semestre de 2019.

Adriana explica que a Emef São Pedro será contemplada pelo governo federal, porém a João Severiano irá seguir com o modelo normalmente e todos os esforços serão para incluir a instituição no programa federal. “Independente de ser contemplada ou não, iremos manter o modelo com recursos próprios”, disse.

A secretária salienta que há uma lei aprovada na Câmara de Vereadores de Bagé, que mudou as nomenclaturas das duas escolas para cívico-militares. “Estamos muito felizes com a conquista que foi uma articulação política de vários parlamentares e do prefeito Divaldo Lara. Nos próximos dias, teremos o ofício do governador Eduardo Leite, solicitando a inclusão de Bagé”, comenta.

De acordo com a secretária, Bagé foi uma das primeiras cidades a consolidar a escola cívico-militar no rio Grande do Sul, porque o modelo já está funcionando, e com os instrutores contratados. Ela informa que devido à procura, será ampliada a carga horária para o próximo ano, com cinco horas aulas, e será aberta uma nova turma de 5º ano na Emef São Pedro.

Ainda segundo a titular da Educação, há um projeto arquitetônico diferenciado para a construção de uma piscina térmica, uma quadra de atletismo e a revitalização do espaço da escola São Pedro, que tem 10 mil metros quadrados, e desses, seis mil de área construída. “O local precisa de revitalização e já estamos com uma equipe no prédio realizando as melhorias com recursos próprios. Quando vierem os recursos federais poderemos fazer muito mais”, enfatiza.

Contempladas
A partir de 2020, Uruguaiana, Alegrete, Caxias do Sul e Alvorada também terão escolas cívico-militares. Bagé entrou na lista após a desistência de uma escola de Rondônia. A costura política entre o Ministério e o Rio Grande do Sul passou pelos deputados estaduais Tenente-Coronel Zucco (PSL) e Rodrigo Lorenzoni (DEM).

Em novembro, o MEC anunciou a localização de 54 colégios públicos que vão receber o projeto-piloto no País. De acordo com o governo, cerca de mil militares das Forças Armadas, tanto da reserva como da ativa, vão integrar o programa, atuando na gestão educacional das instituições.
Em setembro, o Ministério já havia anunciado as escolas de Ensino Médio Alexandre Zattera, de Caxias do Sul, na Serra, e Carlos Drummond de Andrade, em Alvorada, na região Metropolitana, como as primeiras contempladas no Rio Grande do Sul. Na Fronteira Oeste, o piloto vai ser implementado na Escola Municipal de Ensino Fundamental Elvira Ceratti (CAIC), de Uruguaiana, e no Instituto Estadual de Educação Oswaldo Aranha, de Alegrete.

O projeto das escolas cívico-militares recebeu apoio do governo gaúcho, que incorporou uma proposta do deputado Zucco aprovada em plenário, na Assembleia, no ano passado.
O texto prevê a atuação de civis na parte de ensino e pedagógica, com militares colaborando na formação dos estudantes. Cada instituição de ensino contemplada recebe aporte de R$ 1 milhão em incentivos do governo federal, incluindo a compra de uniformes.

O programa a ser executado pelo ministério, deverá investir R$ 54 milhões em todo o país, colocando mais de mil militares das Forças Armadas, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar para trabalhar como monitores, com a contrapartida de 30% de adicional no salário.

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