Constada presença do 2,4-D em amostras coletadas no município - FOLHA DA CIDADE

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26 de novembro de 2019

Constada presença do 2,4-D em amostras coletadas no município


A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) recebeu 76 laudos do Laboratório de Análises de Resíduos de Pesticidas (Larp) sobre análises de amostras coletadas em áreas suspeitas de deriva de herbicida à base de 2,4-D. Os resultados indicaram a presença de 2,4-D em 100% das 76 amostras coletadas em 52 propriedades rurais. Até esta segunda-feira (25), a Seapdr contabilizava 116 denúncias de deriva, sendo que já foram coletadas 149 amostras para análise química.

Dom Pedrito foi um dos municípios onde se registraram amostras positivas para 2,4-D.

Conforme a Divisão de Serviços e Insumos Agropecuários da Seapdr, este ano já houve denúncias de suspeita de deriva em 41 municípios, atingindo culturas de tomate, ameixa, couve, videira, oliveira, noz-pecã, maçã, caqui, em pastagens e cinamomo.

Os primeiros resultados químicos do Larp comprovaram deriva em 10 dos 24 municípios contemplados pelas instruções normativas editadas este ano pela Seapdr estabelecendo cadastro de aplicadores de agrotóxicos hormonais, regulamentando a venda orientada dos produtos, criando termo de responsabilidade e risco e cadastro de cultivos sensíveis. As demais comprovações são em municípios onde não estavam sendo exigidos cadastro de aplicador e cursos, entre outras medidas.

Desde 5 de julho, quando foi publicada a Instrução Normativa que criou o cadastro de aplicador e declaração de aplicação, a Seapdr recebeu 454 declarações de aplicação do produto, mas registrou que 1.050 produtores rurais adquiriram agrotóxico a base de 2,4D nos 24 municípios prioritários.

“A Secretaria da Agricultura tomou todas as medidas e vem desenvolvendo atividades de fiscalização constantes, com objetivo de penalizar o mau produtor, que tenha provocado a deriva”, afirma o chefe da Divisão de Serviços e Insumos Agropecuários, Rafael Friedrich de Lima. “Muitos produtores não declararam o uso do agrotóxico hormonal no sistema da Seapdr, mas a secretaria tem como identificar quem comprou e tomar ações mais enérgicas.”

Conforme Lima, além das autuações da Seapdr, que variam de R$ 2 mil a R$ 19 mil, os produtores rurais podem sofrer sanções nas esferas civil e criminal.

A Seapdr já identificou produtores que realizaram aplicação sem assinatura da receita e aplicador cadastrado. Identificou também revendas comercializando agrotóxicos sem exigir a declaração do produtor e a certidão do aplicador, além de profissionais que não colocaram na receita agronômica o termo de responsabilidade e de risco.

“Com as instruções normativas já está sendo possível autuar estes infratores. No ano passado, era mais difícil pela falta de um regramento específico. Hoje isso é possível e desencadeará a apuração criminal e civil, pelos órgãos competentes”, explica Lima.

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