2 de abril de 2019

Câmara rejeita proposta de aumento de 13,75% para servidores

Foto: arquivo/Folha da Cidade.

Foi à votação na sessão da Câmara de Vereadores de ontem (1°), o Projeto de Lei 0013/2019, que concede reajuste salarial aos servidores efetivos, cargos em comissão, funções gratificadas, quadro de pessoal excedente do município e vereadores. O reajuste é concedido anualmente, entretanto, o que chamou atenção foi o percentual: 13,75%, quase 10% acima do índice inflacionário. Uma observação: apenas os servidores do Legislativo teriam tal aumento, aos vereadores seria concedido aumento de 3,75% - índice inflacionário.

O polpudo aumento não foi concedido. Os parlamentares, por maioria, rejeitaram o reajuste proposto, em troca, uma emenda das comissões foi aprovada, concedendo aumento um tanto quanto mais modesto, de 6% - 3,75% referentes a inflação e 2,25% de aumento real. Os parlamentares tiveram apenas o índice inflacionário reposto.

Nas discussões, antes da votação, o vereador Ricardo Schluter (MDB) realizou algumas considerações, entre as quais, que os servidores do Legislativo não tem plano de carreira.

O vereador Sérgio Roberto Vieira (MDB), ao contrário de seu colega de parido, salientou que é preciso realizar uma análise histórica quanto aos aumentos concedidos no meio público. “Não se pode, e esta é minha posição, com devido respeito, cada vez que um presidente assume esta Casa, querer fazer média com servidor (utilizando) dinheiro público”, afirmou o parlamentar. O vereador ainda observou o percentual de 10% acima da inflação, fato de desconhecer outro local onde um aumento tão significativo estava sendo proposto. Os aumentos concedidos nos últimos anos junto ao Legislativo, conforme contou o parlamentar, estão bem acima do patamar das inflações somadas.

Os vereadores Jonathan Duarte (PDT) e o presidente Eli Barbosa (PDT), foram favoráveis ao reajuste. Duarte observou que houve uma análise técnica, pontuando, também, a falta de um plano de carreira aos servidores.

Renato Chiaradia (Progressitas), propôs uma reflexão sobre o papel exercido pelos parlamentares dentro da política, entendendo que os recursos públicos precisam ser tratados com transparência. “Não somos apartados do todo”, salientou, complementando que a economia local passa por dificuldades, tanto no campo quanto no comércio. “Não sou contra aumento”, disse Chiaradia, entretanto, é preciso olhar a questão com uma responsabilidade de médio e longo prazo. O parlamentar também observou que a falta de um plano de carreira, utilizada como justificativa, constitui erro do Legislativo, entretanto, aprovar um aumento nos patamares propostos seria cometer outro erro. 

Confira como ficou a votação: 


Proposta de 6% - conforme emenda das comissões:


Favoráveis (contrários ao aumento de 13,75%): Sérgio Roberto Vieira (MDB), Diego da Rosa Cruz (Progressistas), Terezinha Camponogara (Progressistas), Hilton Ender Silva Lopes (PDT), Rosemeri Martins dos Santos (Progressistas), Luiz Carlos Moraes Costa (PTB), Ana Paula Montiel Salines (Progressistas) e Renato Luiz Chiaradia (Progressistas).

Contrários (favoráveis ao aumento de 13,75%): Ricardo Schluter (MDB), Luiz Carlos Pinto Cruz (MDB), Jonathan Souza Duarte (PDT) e Ademir Marques Veiga (PTB).
 
Com a emenda sendo aprovada, a proposta original não foi votada.

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. É preciso um plano de carreira para os funcionários, valorizar os que estudam e se aprimoram para fornecer melhor qualidade de trabalho.

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