26 de janeiro de 2019

Coluna Espírita


A Lei cuida de todos

 Em uma apreciação rasa das ocorrências do mundo, talvez pareça que as injustiças imperam.
 Entretanto, a ordem cósmica é perfeita e ninguém consegue burlar seus imperativos.
 Não há como negar que os homens erram, em sua imperfeição.
 Às vezes utilizam a liberdade de modo infeliz e causam dores na vida do próximo.
 Mas absolutamente ninguém se furta de assumir as consequências de todos os seus atos.
 Ações dignas se convertem em bênçãos e luzes.
 Desafios vencidos, com coragem e dignidade, abrem portas para fases mais ricas da existência imortal.
 O mesmo se dá com relação aos equívocos, apenas com outra conotação.
 Tudo o que se faz, diz e pensa, tem consequências.
 A influência que se exerce no mundo vincula o porvir.
 Quem incentiva o vício, semeia a dor ou dilapida os tesouros da vida, prepara dias de angústia para si próprio.
 Contrariamente ao que por vezes se pensa, o propósito da Lei Divina não é punir.
 Ela objetiva educar, corrigir e levar o faltoso à reparação.
 A dor, como resultado do equívoco, é apanágio de quem se nega a retificar o que fez.
 Isso não implica que o ato de reparar, embora não tenha necessariamente uma conotação dolorosa, seja fácil.
 Tudo depende da gravidade dos desdobramentos do ato praticado.
 Imagine-se que um homem induz outro a desenvolver determinado vício ou a adotar certa conduta leviana.
 O primeiro vincula-se aos reflexos de seu agir inconsequente.
 O segundo pode ter estrutura moral mais frágil e se complicar de modo grave.
 Talvez ponha a perder o equilíbrio de sua família e a própria saúde.
 Quem o induziu ao despenhadeiro terá de auxiliá-lo na caminhada de retorno.
 Assim, convém prestar muita atenção na influência que se exerce sobre o semelhante.
 Nunca se sabe o quanto os próprios atos, exemplos e palavras podem ser impactantes.
 Quem se faz instrumento do mal lança algo em direção ao futuro.
 O único modo de impedir o retorno, na forma de aflições, é se dispor rapidamente à reparação.
 Uma vez consciente do equívoco, impõe-se assumir corajosamente as consequências.
 Providências nobres, voltadas à reconstrução da harmonia, constituem o amor que cobre a multidão de pecados, no dizer evangélico.
 Tendo em mente a perfeição da ordem cósmica, não há razão para se angustiar com as aparentes injustiças do mundo.
 Certamente convém agir para que elas sejam minoradas e o mal gradualmente se extinga.
 Contudo, tal pode se dar em regime de tranquilidade e confiança em Deus.
 Afinal, se cada um é livre para fazer o que deseja, a lei cuida de todos.

Pense nisso.

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