Coluna Espírita


Anjo da guarda

 Esse ser assim denominado, realmente existe ou faz parte apenas do imaginário das gentes simples? Terá um fundo de realidade ou é mais uma história feita para embalar o sono dos pequeninos? Em caso positivo, quem é ele? O que ele faz por nós? Se não existe, porque cremos nele?

 Infelizmente para os materialistas, os ditos espíritos fortes, esse anjo da guarda existe sim, mas não da maneira que foi pintado pelas crenças dogmáticas e fatalistas. Ele não é um anjo, no sentido literal da palavra, o que pressuporia um ser perfeito, mas, um espírito mais adiantado moralmente que assume o papel de protetor de um ser encarnado e tem a função de guiar-lhe os passos na senda do bem durante o seu período reencarnatório.

 Todos nós temos um espírito protetor. Do mais vil ao mais adiantado dos homens, não há um sequer que esteja privado deste amparo. Nosso anjo da guarda não fica, como muitos acreditam, vinte e quatro horas ao nosso lado. A transmissão do pensamento não requer proximidade alguma para se estabelecer e nos dá ideia de como seu amparo funciona. Assim, a maneira pela qual sua orientação nos chega é sutil e indireta, afinal, temos o nosso livre arbítrio, do contrário, seriamos quais marionetes sem vontade própria e muito fácil seria viver, entregando nossos destinos em mãos alheias. Esse espírito tutelar nos inspira de forma velada a sempre seguir o caminho do bem. Por ser verdadeiramente amigo, jamais nos induzirá a falhar. Se incorrermos em erro, será por nossa livre vontade, por cerrarmos os ouvidos aos seus benditos conselhos. Se em alguma situação parecer estarmos sós, é que ele quer que cresçamos por nosso próprio esforço, quer que tenhamos o mérito da vitória do ser moral sobre o ser material.

 Nosso amigo invisível assumiu essa missão, por vezes ingrata, de nos guiar na estrada do progresso moral, antes de reencarnarmos. Em alguns casos, nos acompanha há muitas existências, sempre com o objetivo de nos auxiliar. Deste modo, alegra-se quando nos saímos bem nas provas da luta diária, cada vez que nos despimos de uma imperfeição. Entristece-se quando ignoramos seus conselhos e decidimos, por vontade própria, seguir outras vias, momentos esses em que se aproximam de nós outros espíritos que tenham mais afinidade com tal comportamento. Nessas horas, ele não nos abandona, apenas afasta-se temporariamente, por nossa incúria, mas regressa ao nosso primeiro chamado.

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 Assim, permitimo-nos elevar nosso pensamento até o criador e reverenciá-lo por colocar ao lado de cada um de seus filhos um espírito amigo a orientar-lhe a caminhada. Nos momentos de aflição, num ato de prece, elevemos nosso pensamento e roguemos a Deus permita esse querido amigo vir em nosso auxílio. Diante de uma rogativa sincera, com o firme propósito de agir corretamente, nunca ficaremos sem respostas.  
Pensemos Nisso!

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