Homenagem ao policial morto
Aconteceu na manhã de hoje, uma carreata com viaturas da Polícia Civil e da Brigada Militar em homenagem ao policial, Leandro de Oliveira Lopes, morto em uma operação ocorrida quarta-feira (3), contra uma facção criminosa ligada ao tráfico de drogas e homicídios, no limite entre São Sebastião do Caí e Pareci Novo, a cerca de 60 km de Porto Alegre.
As viaturas percorreram diversas ruas da cidade com as luzes e sirenes ligadas. Durante o percurso, um momento de oração em frente a Igreja Matriz. Nós, do Folha da Cidade, conversamos com o inspetor Lauro Telles, que ao lado de seus colegas, igualmente emocionados com o fato, ouviram o seu depoimento:
"O que fizemos hoje é uma homenagem ao colega Leandro que foi baleado ontem em São Sebastião da Caí. Numa operação que visava prender um "camarada" que é um indivíduo extremamente perigoso, que, inclusive já foi preso ano passado com 1/2 tonelada de maconha em São Leopoldo; que tinha uma extensa ficha criminal por homicídios, tráfico de drogas e poderia muito bem estar recolhido ao sistema penitenciário. Este indivíduo era tão perigoso que chegou a fugir de uma Delegacia de Polícia, um tipo de criminoso que não tem dificuldade de ter acesso a uma arma, como a que ele usou para matar nosso colega. Isso mostra que a criminalidade não tem nenhum respeito pela lei, pela vida, sobretudo a do policial. Toda vida tem a mesma importância, mas a morte de um policial é também a morte de uma parte da sociedade, porque este existe para protegê-la, para promover a justiça. Fatos como este nos entristecem muito e nos causam indignação, visto que a comoção gerada pela morte de um agente da lei como o Leandro, diante da sociedade, é mínimo. Os policiais não são apenas um número que tem a obrigação de morrer em defesa da ordem. Nós estamos aqui morrendo pelas pessoas, por suas vidas, pelo seu direito de ter liberdade de ir e vir, sobre o seu patrimônio, de ter segurança, o que nem sempre a população leva em conta. Então isso é uma homenagem que nós fizemos, não como um protesto, porque o nosso protesto, nós fazemos trabalhando, colocando o criminoso atrás das grades e levando até a justiça".


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