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O Obelisco da Paz: um marco de história e discussão política


 Há pouco tempo, um dos maiores ícones da história do Rio Grande do Sul esteve em pauta na imprensa pedritense, tudo porque um comentário teria surgido a respeito das condições do local, que abriga, além do monumento, um salão de festas, banheiros, churrasqueiras, pista de provas campeiras e um rancho de leivas, onde o casal Maristela Gularte Souza e João Pedro Sousa, o seu Wilson como é conhecido, mora há 31 anos.

 Aqui não se entra no mérito desta questão, apenas registramos o que o nosso jornalismo encontrou, quando em visita ao lugar. A área onde está o Obelisco da Paz é relativamente mal planejada, mas isso não é culpa das pessoas que lá residem e que fazem a manutenção das instalações sem qualquer remuneração. 

 Devido à importância que o monumento tem para a cultura gaúcha, é visível que ao longo dos anos foi se construindo "coisas" ao seu redor ao ponto de deixá-lo em segundo plano. Quanto aos comentários de que o local estaria sujo e abandonado, pelo menos no dia da visita que o Folha da Cidade fez, tudo estava em ordem: o pátio, o salão e os banheiros estavam limpos e organizados . O rancho onde mora o casal Maristela e João Pedro (seu Wilson) e que também serve de comércio está, este sim, bastante deteriorado, visto que aguenta a ação do tempo há três décadas. 

 A polêmica gira, também, em torno de uma nova casa que iniciou sua obra na gestão passada, quando o então prefeito Lídio Bastos teria autorizado a construção desse novo prédio particular, que hoje se encontra parado por falta de mão de obra. Este foi o cenário que encontramos. Certo ou errado, o assunto ainda não se esgotou e provavelmente terá desdobramentos. O fato é que o Obelisco da Paz tem historicamente uma atenção que está muito aquém da história que ele representa, história que corre o risco de ficar em segundo plano caso querelas como esta sigam adiante, ofuscando assim, o verdadeiro significado do obelisco cravado do Ponche Verde, que é celebrar a paz.

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