Rádio Upacaraí

22 de janeiro de 2018

Policial pedritense fala sobre queda no número de abigeatos


 No dia 10 deste mês, a  Secretaria de Segurança Pública do Estado apresentou um levantamento sobre os índices de criminalidade no Rio Grande do Sul durante o ano de 2017. Dentre os resultados positivos foi destacado pelo Secretário de Segurança Pública Cezar Schirmer a diminuição nos casos de abigeato, conforme os números em 2016 foram registrados 10.451 casos de abigeatos no Estado e em 2017 um número menor, sendo 7.783 registros. Os índices apontam uma redução de 25,5% neste tipo de crime no RS. O que representa muito não apenas para os produtores, mas para a economia do Estado como um todo.

 O secretário destacou o trabalho realizado pela Polícia Civil, através de seu órgão especializado na repressão aos crimes rurais, a Força Força-Tarefa de Combate aos Crimes Rurais e Abigeato, que teve início em agosto de 2016. A Força Tarefa já foi responsável por 170 prisões de abigeatários, quase mil animais furtados recuperados, além da apreensão de mais de meia centena de armas, caminhões boiadeiros, veículos entre outros objetos utilizados para práticas criminosas e que os policiais acreditam que posteriormente servirão para amenizar o prejuízo das vítimas.

Inspetor Patrício Antunes
 Nossa reportagem manteve contato com o inspetor de polícia Patrício Antunes, pedritense que integra a equipe da Força Tarefa e atua diretamente em investigações de abigeato em todo o Estado. Patrício disse que ainda tem muito a ser feito quanto a criminalidade no campo, mas que todos os policiais da Força Tarefa estão muito felizes com os resultados até aqui apresentados. Comentou Patrício que a diminuição do abigeato em 2017 está diretamente ligada, em especial, a duas grandes organizações criminosas que foram desarticuladas. A primeira delas, com o líder da cidade de Canoas, bando que atacava todo o Estado, sempre furtando em média 25 a 30 animais bovinos e os carregando em caminhões boiadeiros clonados. Essa organização furtava gado vivo e era responsável pelo furto de mais de 1000 animais bovinos por ano e se destacava por seu poderio econômico. Associados ao bando, existiam abigeatários da Serra, região Central, Costa Doce e Litoral, o que facilitava a atuação do grupo em todas as regiões. Ao todo, 46 prisões preventivas foram decretadas por conta dessa investigação. A segunda grande organização criminosa de abigeato que foi desarticulada em 2017, e que por anos atacou a Metade Sul do Estado, em especial nos municípios de Dom Pedrito, Bagé, Lavras do Sul, entre outros, foi o bando apelidado pelos produtores rurais de “grupo dos seis”, por carnearem em média 6 animais bovinos em cada ação criminosa. Esse grupo furtava cerca de 1300 animais bovinos/ovinos por ano, e toda a carne era levada, em carros roubados e adaptados para o transporte de carne, para a cidade de Pelotas, onde era comercializada.

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