Rádio Upacaraí

20 de janeiro de 2018

Febre Amarela - Dom Pedrito não está na área de risco

Raquel Stochero

 O Rio Grande do Sul ampliou  a vacinação contra a febre amarela após surto no Sudeste. A medida visa prevenir o risco da doença, que pode matar. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, não há registros de infectados no estado há quase 10 anos.

 Como medida preventiva, considerando o surto na Região Sudeste do país, o governo estado decidiu ampliar a vacinação prioritária para estes municípios. Em estados como São Paulo e Minas Gerais, a febre amarela já causou mortes.

 A doença é causada por vírus transmitido por mosquitos infectados. Com a possibilidade destes insetos chegarem a regiões como o litoral, os postos passarão a oferecer a vacina, como Torres e Capão da Canoa. Outras cidades, como Chuí, Pelotas e Rio Grande, também passam a oferecer a imunização. (Confira abaixo a lista completa dos municípios)

 De acordo com o secretário estadual da Saúde, João Gabbardo dos Reis, a cobertura atinge, hoje, cerca de 70% da população. "Quem ainda não se vacinou pode procurar a unidade de saúde mais próxima da sua residência, de forma tranquila e sem pânico".

Sintomas

 Os primeiros sintomas da doença são dores de cabeça, febre e vômitos. Se evoluir para a fase grave, causa hemorragias e afeta órgãos como o fígado, deixando a pele e os olhos amarelos. Nesses casos, o risco de morte chega a 50%.

Transmissão

 A febre amarela é transmitida pela picada dos mosquitos HAEMAGOGUS em áreas rurais, e do AEDES AEGPTI nas cidades. Quem vai para regiões onde há surto, como o Sudeste, não pode viajar sem antes fazer a vacina.  "Se for picado lá e adquirir a doença, pode, voltando para o Rio Grande do Sul, ser uma fonte de transmissão do vírus.

 Por isso, quem vai nessas regiões onde há circulação é obrigatório, não tem que discutir, tem que fazer a vacina dez dias antes de viajar", explica Gabbardo.
Já entre os que estão longe das áreas de risco, há um grupo que tem recomendação para a vacina.

 Gestantes, mulheres que estejam amamentando, pessoas com baixa resistência, transplantados, pessoas que têm HIV e idosos com mais de 60 anos, com doenças crônicas, devem consultar o médico antes de se vacinar, de acordo com o secretário.

Em Dom Pedrito

 Nossa reportagem conversou com a enfermeira Raquel Stochero, responsável pela Setor de Imunizações da Secretaria Municipal de Saúde, a popular sala de vacinas.

 Raquel disse que para nossa cidade não há nada de novo, portanto, não existe motivo para uma procura desenfreada pela vacina. As doses da vacina estão à disposição no setor, em dose única, para crianças de 9 meses à adultos de até 59 anos de idade que nunca tenham feito a vacina contra a Febre Amarela, ou seja, somente a vacinação de rotina, previstas em calendário.

 Quem já recebeu a vacina, não precisa repetir. Segunda a enfermeira, não existe, por enquanto, nenhuma campanha prevista para nosso município.

 Municípios gaúchos que passam a ser área de
 recomendação para vacinação em 2018:

 Aceguá; Arroio do Padre; Arroio do Sal; Arroio Grande; Balneário Pinhal; Candiota; Capão da Canoa; Capão do Leão; Cerrito; Chuí; Cidreira; Dom Pedro de Alcântara; Herval; Hulha Negra; Imbé; Jaguarão; Mampituba; Morrinhos do Sul; Morro Redondo; Mostardas; Palmares do Sul; Pedras Altas; Pedro Osório; Pelotas; Rio Grande; Santa Vitória do Palmar; São José do Norte; Tavares; Terra de Areia; Torres; Tramandaí; Três Cachoeiras; Turuçu; Xangri-lá. 

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