Posto de Puericultura de Dom Pedrito - FOLHA DA CIDADE

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20 de dezembro de 2017

Posto de Puericultura de Dom Pedrito



 Trazemos hoje, nesta página, um pouco da história do Posto de Saúde de Dom Pedrito, que na década de 1950, possuía outro nome, é claro - Posto de Puericultura de Dom Pedrito, ligado à Associação de Proteção à Infância e à Maternidade. Registramos que as informações aqui constantes, mais uma vez foram disponibilizadas pelo professor Adilson Nunes de Oliveira,  através do acervo do Museu Paulo Firpo.

Jornais de época escreviam em 1955:

 O Departamento Nacional da Criança do Ministério da Educação e Saúde está construindo nesta cidade, um Posto de Puericultura, que tem por objetivo desenvolver as atividades em favor da maternidade, da infância e da adolescência, velando pela saúde, bem estar e as necessidades da criança.

 É também do programa dos Postos de Puericultura difundir o estudo da higiene, da puericultura e dos serviços sociais, sob os auspícios dos corpos médicos, assim como colaborar com os poderes públicos e particularmente com a prefeitura municipal, no sentido de promover, mais eficientemente possível em todo o município, o amparo à maternidade e à infância.

 É pensamento do senhor Floriano Bittencourt, sob cuja iniciativa deve-se a criação do referido posto, efetuar sua inauguração por ocasião da próxima exposição feira, pois os trabalhos de construção acham-se quase em seu término.

 O dr. Orlando Seabra Lopes, delegado do Departamento da Criança da 6ª Região, ligado a este município por laços de família, está vivamente empenhado para que o posto local inicie suas atividades. Ao dr Seabra Lopes deve este município o fato do posto local obedecer ao novo padrão, pois é o primeiro a ser construído dentro das modificações que foram introduzidas nas construções futuras".

Em 23 de novembro de 1957 se encontra:

 Eleita a nova diretoria do Posto de Puericultura de Dom Pedrito (...) em Assembleia Geral realizada no dia 27 de outubro p.p. foi eleita e empossada a nova diretoria da Associação de Proteção à Infância e à Maternidade, para o biênio 57-59, ficando a mesma assim constituída: presidente, Dª  Joana de Assis Brasil Martins; 1º Vice Presidente, Dª Nelsinda Bittencourt; 2º Vice Presidente, Dª Iracema Jardim; 1ª Secretária, Dª Dulce da Fonte Abreu; 2ª Secretária, Srta. Miriam Souza da Fonte; 1ª Tesoureira, Dª Altair Simões Pires; 2ª Tesoureira, Dª Zilá dos Santos Souza; Procuradores, Srs. Argeny Jardim, Januário Simões Pires, Floriano Bittencourt, Guaracy Abbreu e dr. Márcio Bazan.

A arte humanizada

 O painel em frente ao posto, é sem dúvida, o grande destaque da construção. De autoria de Circe Saldanha, a ideia do painel foi proposta após a conclusão da obra. O desenho projetado em escala e as pastilhas feitas em uma firma especializada de São Paulo. O mural, com seus dez metros de comprimento e dois de altura, foi finalmente afixado na fachada principal, na entrada do prédio, dando a humanização adequada àquele tipo de edificação.

 Figurativo, o painel toma como ponto de partida a maternidade com suas implicações. Em primeiro plano, a gestante tricotando as roupas do filho que está por vir, e sugere a ideia de fartura de alimentos idealizada na simbologia da água, do pão, do peixe e da cesta de frutas. Outra mãe, com o filho nos braços, tem próximos de si, o leite e o berço para posterior repouso. A artista não esquece a criança em crescimento, brincando rodeada pelas letras. Enquanto isso, outras mães cercam a profissional da saúde, com seu avental branco, que as orienta e faz os registros nos livros. Neste ambiente acolhedor, carinhoso e singelo, até um pequeno cãozinho mostra-se atento ao que ali se desenrola. Noutro plano, outros símbolos: uma pia batismal e três arcos, simbolizando a fé, a esperança e a caridade. "Deixai vir a mim as criancinhas", é a frase de Cristo, colocada no canto direito do mural, como chamada para a reflexão. Neste contexto, há um derradeiro detalhe a ser analisado e não menos importante. Propositadamente, Circe não desenhou os rostos dos personagens que compõem a cena. Há neste ponto também uma dupla leitura.

 Primeiramente porque a artista não quis identificar, nem raça, nem idade, nem expressões faciais dos personagens. No conjunto, só as silhuetas são significativas, os gestos maternais são importantes. Por outro lado, trata-se de um local de passagem de tantos vultos não identificados, perdidos no tempo. Por isto, o que importou mostrar foi o sentido comunitário e solidário que não tem rosto em sua essência, mas se constroi e está presente em todos os momentos da trajetória humana. Fonte: Teniza Spinelli - Jornalista e Museóloga.

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