Irmã Amélia: Quem tem boca vai a Roma
Mais um episódio
do
movimento fica Irmã Amélia
Mais um episódio do movimento fica Irmã Amélia aconteceu durante a semana. Uma reunião do grupo que mantém um movimento em favor da permanência da religiosa na cidade, com a presidente da mantenedora, irmã Valdete Pirocca, nas dependências da escola do Horto, procurou mais uma vez expor a situação e as reivindicações da comunidade. Segundo Camila Stochero, uma das líderes do movimento, o clima foi tenso em muitos momentos e desta vez não houve meias palavras. O grupo se posicionou de maneira firme contra a instituição e exigiram respostas efetivas, chegando mesmo, a ameaçar a congregação de retirar seus filhos da escola.
Nossa reportagem teve acesso ao áudio da reunião. A Irmã Valdete chegou a dizer que os pais não deviam interferir nas decisões da congregação, o que causou muito descontentamento entre os presentes, que referiram que, eles são quem mantém a escola. Outro aspecto questionado foi o lado cristão, justamente em uma organização que tem como base o catolicismo. O próprio estatuto do idoso foi mencionado, lembrando o bem estar que se deve buscar para a terceira idade, fazendo referência também ao fato de a Irmã Amélia, uma senhora com mais de oitenta anos, ter sido mandada as pressas de Porto Alegre para Uruguaiana, sozinha, tarde da noite. Os ânimos se mantiveram inflamados durante todo o tempo. Os pais citaram casos em que irmãs de outras escolas tiveram suas transferências canceladas, como exemplo de que é, sim, possível reverter essa situação. Outros se manifestaram, falando que a congregação está desagregando a comunidade. Muitas acusações foram feitas com relação à atual diretora, relatando inúmeras irregularidades, como no caso que teria sido autorizado uma comemoração no dia das mães, com bebida alcoólica dentro da instituição. Entre muitas acusações, o grupo pediu veementemente a substituição imediata da atual direção, sob pena de confirmarem suas intenções. Uma aluna também relatou um caso de bullying dentro da escola e nada teria sido feito a respeito. A religiosa que a tudo escutou, se contradisse em muitos momentos, pressionada pelas alegações do numeroso grupo de pessoas. Ao final, se comprometeu a averiguar a veracidade dos relatos, que foram muito graves.
O caso tomou tamanha proporção, que o grupo "Fica Irmã Amélia" já cogita a possibilidade de tentar trazer outra escola particular para a cidade. Inclusive, é sabido que uma instituição particular aqui da região já está trabalhando no sentido de estabelecer o ensino fundamental a partir de 2018. Sem entrar no mérito da questão, nota-se que a instituição, por anos tão respeitada, enfrenta um momento delicado e sem precedentes, pelo que se sabe.

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