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Empresas da cidade estão se negando a fornecer laudo e orçamento

Consumidores encontram dificuldades
 na obtenção de laudos e orçamentos

 Uma prática, no mínimo estranha, tem chamado a atenção do chefe da agência local da CEEE-D, Lionso Furtado Ribeiro. Por conta de um fato ocorrido recentemente, onde alguns moradores das proximidades do asilo da velhice tiveram aparelhos elétricos danificados, o Jornal Folha da Cidade publicou uma matéria na edição de 27 e 28 de maio, onde explicava os procedimentos necessários para que os consumidores ingressem com o pedido de ressarcimento junto à Companhia.

 Dentre as etapas a serem seguidas pelo consumidor que teve danos em seus aparelhos, estão dois laudos técnicos e dois orçamentos, que devem ser emitidos por um técnico e entregues junto ao pedido propriamente dito. Acontece que de algum tempo para cá, muitas pessoas estão reclamando junto à agência local, que estão com dificuldades para obter tais documentos.

 Dizem os consumidores que quando solicitam o orçamento impresso, as empresas ou seus funcionários perguntam se o documento é para a CEEE-D. Ao confirmarem, os referidos técnicos falam que não realizam serviços para a CEEE-D, sem justificarem o porquê. Lionso deixa claro que os serviços não são de nenhuma forma prestados para a Companhia e ,sim, para o cliente, que faz, ele mesmo, o pagamento da empresa prestadora e só depois é que ele será ressarcido do valor gasto com o conserto, não justificando, sob nenhuma hipótese, que se tenha tais atitudes para com os consumidores, que, diante dessa situação, vivem verdadeira discriminação por parte dos empresários locais. No referido laudo devem constar, entre alguns itens, as peças que foram danificadas, o tipo de conserto a ser realizado. Tudo muito simples e sem motivo para receio. Lionso fala que o procedimento de ressarcimento do consumidor, dentro da Companhia, é um processo meramente administrativo  e extremamente simples, bastando para tanto, que alguns procedimentos, compreensivelmente aceitáveis por parte de uma empresa séria como a CEEE-D, sejam seguidos.  É oportuno salientar que tal prática está passível de sofrer sanções que, ao que se sabe, já chegaram ao Comdecon - Conselho Municipal de Defesa do Consumidor (equivalente ao Procon), que já está estudando as medidas a serem tomadas no sentido de orientar e proteger aqueles consumidores que se sentirem lesados com tais práticas.

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