Bairros: uma Dom Pedrito sob outro olhar
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| Fernanda ao centro, com seus filhos e duas vizinhas. |
É comum a todas as pessoas a interação com o lugar onde mora, os arredores e a zona central, que por sua localização, possui os principais estabelecimentos comerciais, os bancos, enfim. O fato é que existem lugares em nossa cidade, que apesar de ser muito pequena, estão à margem do olhar e do próprio conhecimento da maioria das pessoas. E foi com essa intenção que o Folha da Cidade se propôs a, semanalmente, visitar um desses apartados rincões, conversar com seus moradores, interagir com sua realidade e levar ao grande público uma Dom Pedrito vista de um ângulo diferente. O tom não é o da crítica, em absoluto. Queremos, com esta série, mostrar quem são os pedritenses desses lugares, enquanto membros de uma só comunidade, conhecê-los, deixar que falem de sua realidade, de seus problemas, de suas conquistas, por fim, mostrar que existe uma cidade além das estreitas fronteiras de nossos percursos.
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| Visão geral com indicação do seu bairro |
Em nossa primeira visita, fomos até a Rua Bezerra de Menezes, travessa 2. Para que sirva de ponto de referência, é passando a sede campestre do Clube Comercial onde se encontra a Av. Presidente João Goulart. Depois desta, segue-se em frente até encontrar a segunda travessa à direita. Bastante distante não é mesmo? Pois bem. Nesta rua em que transitávamos, paramos em frente a uma casa de forma aleatória e encontramos a família de Fernanda Berté Leon, que nos recebeu prazerosamente. Casada, mãe de duas crianças com necessidades especiais, um menino de 10 anos e uma menina de 3 anos, ambos com diagnóstico de paralisia cerebral. Ela conta que aí estão suas maiores dificuldades porque a distância de sua casa ao centro da cidade e a falta de transporte público torna a vida mais difícil. "O ônibus até veio aqui na vila um tempo atrás, mas foi apedrejado, daí parou de vir", disse Fernanda. Seus dois filhos estudam na Escola Alexandre Vieira, onde vão com o transporte escolar. Ela fala que optou por levá-los no veículo normal, sem adaptação, como vinha sendo até o ano passado, pois este, em virtude da grande demanda, chegava sempre atrasado e as crianças acabavam tendo pouco tempo de aula. Outra dificuldade encontrada por ela é com relação às coisas normais do dia a dia, como ir a uma loja, pagar uma conta, precisamente pela falta de uma transporte regular.
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| Vista da rua Bezerra de Menezes, Travessa dois |
A falta de um posto de saúde mais próximo que atenda aquela comunidade, também é um empecilho. "O posto mais perto é o da Cohab, mas temos dificuldade em sermos atendidos lá porque dizem que não somos do bairro", falou Fernanda. Cachorros soltos em grande número é outro problema, refere a moradora, e que as crianças da vila tiveram problemas de pele recentemente. Quanto à coleta de lixo, ela diz que é eficiente, com recolhimento três vezes por semana. "Gostaríamos que os políticos continuassem dando à vila a mesma atenção que recebemos na época de campanha". Este é um resumo, um olhar como refere o título, de uma Dom Pedrito vista por outro prisma. Confira na próxima edição, outro ângulo da cidade. Não perca!



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