Em protesto, policiais civis só realizaram atendimentos de ocorrências graves
Na quinta-feira (04), os policiais civis do Estado do Rio Grande do Sul demonstraram toda a sua revolta contra o parcelamento dos salários efetuado pelo governo Sartori/PMDB. Em uma grande demonstração de força e mobilização, os policiais civis realizaram uma paralisação com 100% de adesão em todo o Estado, dentro da ordem e tranquilidade necessária.
A paralisação foi convocada pelo Bloco da Segurança Pública e em Dom Pedrito, os policiais da Delegacia de Polícia, atendendo à orientações permaneceram em cartório e na frente da Delegacia, realizando somente registros e atendimentos de ocorrências graves, tais como flagrantes, Maria da Penha e crimes contra a vida.
De acordo com um dos policiais, o ato foi em total repúdio ao governo. "Ele tem nos envergonhado junto ao povo, porque não estávamos recebendo nossos salários na íntegra. O governador vai para a televisão dizer que temos que cumprir com nossa obrigação, mas essa é uma palavra forte, pois entendo que minha obrigação é pagar minhas contas, fato que está se tornando impossível. Um governo que não cumpre suas obrigações, merece esse recado, e na medida do possível, a polícia do Estado está tentando mostrar que não é nos diminuindo que ele vai conseguir sair da crise", expõe o servidor.
Em 2016, só em janeiro os servidores estaduais vinculados ao Poder Executivo receberam em dia. Em julho, além de o fatiamento ter sido adotado pela sexta vez seguida, o quadro ficou mais dramático.
A primeira parcela, paga no último dia útil do mês, foi de R$ 980, valor inferior ao de meses anteriores. Em junho, por exemplo, o repasse inicial foi de R$ 2,6 mil.
Nesta quarta-feira, o Estado depositou mais R$ 800 na conta dos servidores.
A previsão é de que os salários de julho sejam totalmente quitados até 19 de agosto.

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