Pedritense é premiado no 2º Esteio da Poesia Gaúcha


 Após o susto de passar por um assalto quando chegava a Porto Alegre e ter seus pertences furtados, a noite do dia 27 de fevereiro foi de muitas alegrias para o estudante pedritense Matheus Costa, 21 anos.
 O jovem participou do 2° Esteio da Poesia Gaúcha, na cidade de Esteio, onde foi premiado com o terceiro lugar através da poesia "O livro do coração". Para o jovem conquistar o terceiro lugar foi uma alegria muito grande. "Fiquei muito feliz, não tão só pelo prêmio em si, mas sim pelo valor interior que isso teve. Saber que o teu verso tocou no coração do público e dos jurados, deixa qualquer poeta de alma lavada", afirma Costa. Questionado quanto ao que o inspirou para compor a poesia, Costa diz que veio de coisas passadas ao longo do tempo durante a vida. "Este poema conta sobre como se nosso coração tivesse um livro, que pouco a pouco vai sendo escrito, com alegrias, tristezas, saudades, esperas e sonhos", relata. Matheus Costa já é um dos destaques do município. O jovem já possui participações e premiações na Comparsa da Canção, Ponche Verde da Canção, Reponte da Canção, Terra e Cor da Canção Nativa, Bivaque da Poesia Gaúcha, Resgate do Canto Nativo, Galponeira de Bagé, Sapukay da Canção e Expocanto de Arroio Grande, sendo premiado em boa parte deles, com trofeus de 1°, 2° e 3° lugares, além de Melhor Poesia.

 Confira alguns trechos da poesia "O livro do coração":

Este livro envelhecido
Tem marcas que eu mesmo fiz
E a própria vida hoje quis
Dar conta do que guardei...
Nos rastros que já cruzei
E o tanto que hei de andar,
Percebi que ao versejar
Confesso tudo que sei.
(...)
O tempo leva consigo
Nas rugas simples da idade
A real capacidade
De que ele mesmo conserve
Aquilo que a história escreve
E se transforma em lição,
Pra o livro do coração
Guardar somente o que deve.
(...)
Todo livro, embora antigo,
Traz consigo uma lição
Este, do meu coração,
Também não é diferente,
Em suas linhas, sabe e sente
Tudo que mais nos indaga
E entende as dores amargas
Que por vezes invadem a gente.
Suas páginas são um segredo
Por nunca encontrarem fim
Contam do não e do sim
Do final e do começo,
Eu que tanto lhe conheço
Guardo na estante da
alma...
Não o decifro sem calma,
Tão pouco o leio ao avesso.
Desta forma, folha a folha,
Descubro aquilo que sou...
E se o tempo me guiou
Me confesso por inteiro
Neste livro, companheiro
Das horas que, sem aviso,
A saudade que escravizo
Faz de mim um prisioneiro.










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