Radicalismo contra imigrantes durante a 2ª Guerra Mundial


 Durante a Segunda Guerra Mundial, aqui no Brasil as famílias de alemães, italianos e japoneses - bem como seus descendentes -,não podiam falar no idioma de origem sob pena de infringirem a lei. Isto para não citarmos outras humilhações a que foram submetidos, inclusive aqui no Rio Grande do Sul, onde, por exemplo, quem tinha um bom rádio de ondas curtas e sintonizava numa emissora alemã ou italiana era considerado por muitos ignorantes ou fanáticos como espião dos regimes nazista de Hitler ou fascista de Mussolini.

 O padre Alex Kloppenburg envia uma contribuição à Página, a foto de um quadro que era obrigatoriamente exposto em casas comerciais, repartições públicas, clubes ou em locais de aglomeração pública. Produzido pela Delegacia de São Lourenço do Sul - RS -, em 2 de março de 1942, atendendo à legislação da ditadura Vargas quanto à proibição de se falar línguas estrangeiras em público, em especial dos países do Eixo na Segunda Guerra Mundial (Alemanha, Itália e Japão).

 A imagem em questão é do acervo de Edilberto Luiz Hammes e foi publicado na Folha Pomerana nº 231, de 17 de março de 2018.

 No quadro, lê-se: "É proibido falar os idiomas Alemão, Italiano e Japonês. No Brasil fala-se somente o português.

Os infratores são punidos com todo o rigor da lei". O avô do padre Alex, que não falava português, chegou a ser preso em Bagé, naquela época.

 Em minha opinião, ser nacionalista é uma virtude, mas todo radicalismo beira a histeria e a insanidade.

Silvio Bermann

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