Querência Gaúcha


Abrindo a porteira

   Na próxima quinta feira, 17 de outubro, o CTG Rodeio da Fronteira, estará completando mais um ano de fundação. Em 17 de outubro de 1953, um grupo de estancieiros participava de um grande churrasco, nas dependências da antiga Indústria Pedritense de Carnes (IPECÊ), ou antiga Charqueada como era conhecido nosso frigorifico; após degustarem o churrasco, reuniram se em assembleia, à sombra dos cinamomos, para discutir a criação de um centro de tradições, entidades que vinham se desenvolvendo em diversas cidades do estado, após a criação do 35 CTG, em Porto Alegre, uma vez que dois pedritenses estavam envolvidos com a novel entidade. Discute-se alguns pontos de como seria esta entidade e, após muitas conversações, fundou-se o centro de tradições, que a principio seria um departamento do 35 CTG, de Porto Alegre.
Após a fundação veio a discussão de quem seria o primeiro patrão. Entre os presentes, esta escolha acabou indicando o sr Cândido Rodrigues da Silva, seu Dim-Dim Silva, uma vez que seus filhos estudavam em Porto Alegre, e o mais velho, Antônio Cândido da Silva Neto, foi o primeiro patrão eleito do 35, e seu mano, Luiz Carlos Silva, foi integrante do primeiro Conselho de Vaqueanos da novel entidade. Seu Dim-Dim assumiu o cargo de patrão, e após algum tempo foi formada a nova patronagem. Os primeiros eventos foram realizados no Clube Comercial  e Casa Rural, onde foram apresentados os integrantes da patronagem, constando os nomes do General Horácio Olivela Garrastazu e esposa, Oscar Vicente y Silva e esposa, Mario Riet Machado e esposa, Mario da Rosa Moreira e esposa, dr. Lúcidoro Brito e esposa, dr. Pascoal Marcelo Brandi e esposa, Frankilim Albano Marques e esposa, Perciliano Albano Marques e esposa, Pantaleão Andrade Severo e esposa, Bernardo de Miranda Munhoz, Januário Simões Pires e esposa. Estes saudosos cidadãos em sua maioria foram sócios fundadores, onde consta também Olavo José Almeida Severo, Eudo José Severo, João Alberto Blanco e outros que hoje a memória me falha. Por ser uma sociedade constituída por estancieiros, o CTG funcionava como uma sociedade rural. Após algum tempo de sua fundação foi dado o nome de Centro de Tradições Gaúchas Rodeio da Fronteira, cujo Lema é: Em qualquer chão sempre gaúcho. 
O segundo patrão eleito foi Luiz Carlos Correia da Silva, que tratou de conseguir uma sede social, alugando um galpão aos fundos do Salão Paroquial, pela Rua José Bonifácio, onde o quadro social chegou a mais de 600 associados. Ali foram realizados memoráveis fandangos, onde grandes conjuntos se apresentaram, entre eles, Os Araganos, Os Farrapos, Os Mirins, etc... Em 1968, Luiz Carlos Silva realizou seu sonho, inaugurando dia 03 de maio a monumental sede social própria, na Rua Brigadeiro Camilo Mércio.
Nesta quinta feira, 17 de outubro, em Assembleia Geral Ordinária, será apresentada a nova chapa que concorre à patronagem da casa, para o bienio 2019/2021. Esta chapa esta assim constituída:   Patrão, Paulo Aires Teixeira; Maior Dono, Carlos Reinaldo Fonseca; Capataz, Luiz Guilherme Venturini; 1º Sota Capataz, Mauro Severo Simões; 2º Sota Capataz ,Rogério Garcia Melo; 1º Agregado da Guaiaca, Hilton Ender Lopes; 2º Agregado da Guaiaca, Analberto Brinhol Carrion; Conselho de Vaqueanos: Arleu Pinto Goulart, Luiz Hernani Peres, Cleu Ferreira Falcão, Carlos Emir Mota Miranda, José Abrelino Flores; Suplentes: Moises Aires Teixeira, Jairo Jorge Madruga e Cleber Ferreira Falcão.
Estes nomes estarão concorrendo, na noite de 17/10/2019, aos cargos máximos de nossa entidade. Pedimos seu apoio e presença nesta noite. Pois seu voto é muito importante para a história do Rodeio da Fronteira que completa 66 anos de Fundação.


Luiz Carlos Perez


Publicada na edição impressa de, 12 de outubro de 2019.

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