João Roberto Vasconcelos - FOLHA DA CIDADE

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João Roberto Vasconcelos


O BRASIL ESTÁ ENVELHECENDO:
Quando o novo continente e o próprio Brasil surgiram aos olhos da Europa éramos o Novo Mundo que chegava com toda a exuberância de natureza e muitas riquezas. O mundo velho tratou de explorar a nova terra em tudo. A questão é que os exploradores viviam na época pouco tempo. O livro de Laurentino Gomes que relata a vinda da corte portuguesa para o Brasil, disse que a expectativa de vida naqueles dias era de 36 anos. Há de se considerar as doenças da época e o pouco avanço da medicina e dos meios de vida que tínhamos. Tudo ainda muito rudimentar. A evolução nessa área foi fantástica. A descoberta acidental da penicilina pelo escocês Alexander Fleming em 1928 mudou tudo.Hoje temos transplantes de órgãos e muita evolução nos remédios e nos equipamentos, fazendo com que a expectativa de vida dos brasileiros ao nascer já esteja em 76 anos e 3 meses, uma média excelente comparando com os 36 anos da época da fuga da corte portuguesa para o Brasil em 1808. 
Durante muito tempo nosso país foi identificado como nação jovem na comparação com o velho mundo referência cultural, social e econômica. Os mais radicais ainda hoje nos chamam pejorativamente de terceiro mundo diante de significativos atrasos que ainda temos em várias áreas.Todo dia as diferenças econômicas e culturais aparecem, embora o tempo esteja passando para os dois lados. Já não se diz mais "o Brasil é um país jovem”. Vale observar a quantidade de homenagens que todo dia surgem destacando o centenário de nascimento de algumas pessoas. Isso reflete mudanças que ocorreram na nossa qualidade de vida e avanços significativos no conforto e na saúde, onde todo dia surgem novidades, medicamentos novos e equipamentos modernos. As próprias leis vêm se adaptando a essa nova realidade. O Estatuto do Idoso e a legislação de proteção que já temos e precisa ser melhorada, significa avanço.Chamávamos de velho o jornalista Mário Nogueira Lopes que faço questão de dizer - meu professor de jornalismo. Meu e de toda a geração que na época surgiu no rádio. Pois hoje o velho sou eu.Toda Rádio Upacaraí, sem exceção, me chama de velho ou velhinho. Claro que não me importo pois defendo a ideia de que é feliz quem consegue avançar na idade pois os outros já foram. Outro detalhe é que observando os espaços de aglomeração vamos ver que aumenta o número de cabeças brancas, muito embora cabelo branco não seja sinônimo de velhice. Lamentável é que alguns ainda sejam humilhados e judiados, na maioria das vezes dentro de casa ou seja por quem obrigatoriamente teria que lhes proteger e amparar. Então,tá na hora do Brasil, diga se todos nós, buscarmos mudar alguns conceitos, inclusive aprimorando as leis para esta nova realidade, lembrando que o tempo não escolhe ninguém, ou seja, passa invariavelmente para todos. 
Fica claro então que o Brasil deixou de ser um país jovem. Resta aproveitar a experiência de quem amadureceu e tem base e conteúdo para repassar.

Publicada em, 7 de dezembro de 2019.


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