João Roberto Vasconcelos - FOLHA DA CIDADE

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João Roberto Vasconcelos


A VITAMINA "D" ESTÁ EM BAIXA  
Nestes tempos de quarentena surgiu um assunto importante com o fato das pessoas ficarem em casa por vários dias, ou a maior parte do seu tempo livre,  e com isso não pegarem sol. Convém explicar que a exposição solar pode garantir níveis satisfatórios de vitamina D,  fundamental na regulação do cálcio no organismo ao mesmo tempo em que previne infecções e auxilia no tratamento de doenças auto-imunes. Quando está em níveis baixos a vitamina D pode gerar desequilíbrios, e o que é pior, interferir no controle de reações imunológicas do corpo.  A questão, na verdade,  é uma pergunta: com essa de ficar em casa as pessoas se escondem  do coronavirus, mas será que não estão também se escondendo do Sol, que responde por 80% da vitamina D.  Observe  que os presos, tirados de circulação  como castigo para pagar por delitos que cometeram, têm direito por lei a um período de sol no pátio dos presídios. E nós, será que temos essa preocupação? Quem tem pátio ou está na campanha tudo bem. E os que moram em apartamento? Quando o sol bate na sacada dá para armar o esquema.  Mas olha, também não precisa  banho de sol com roupa de praia.  Na cabeça, nos braços e em parte do corpo já pode resolver uma boa parte da questão. A vitamina D funciona  como  um hormônio ao  regular  o funcionamento de vários minerais, dando força também aos ossos. Isso é bom para diabéticos, idosos,  mulheres na menopausa e  pacientes de pós-operatório.  Também é uma  vitamina indispensável no prato.  Ela pode vir no óleo de fígado de peixes, na sardinha, salmão, atum,  assim como   na gema do ovo e fígados, além de  leites e seus derivados como queijo e  manteiga. 
Existem medicamentos baseados  nessa vitamina, mas  aí já é assunto para o seu médico. Então, tenha preocupação em apanhar  sol, nem que seja depois do almoço na chamada hora da bergamota que, faz tempo, se instalou dentro da nossa cultura gastronômica. Outro item fundamental é a  regulação de cálcio no organismo, estando ainda  relacionada com a saúde dos ossos. Para garantir que seus níveis sejam satisfatórios é preciso exposição solar, só que em tempos de isolamento social como esse que nós estamos vivendo  em razão do coronavírus, fica difícil. Camila Kozarenko diz que  de  acordo com os dermatologistas a maior parte dessa vitamina e sua síntese, acontece justamente a partir da exposição  que pode ser até  nas atividades diárias do cotidiano para a  maior parte das pessoas  neste período de confinamento. Não existe uma fórmula mágica. O  horário adequado para apanhar sol fica entre 10 da manhã e quatro da tarde. Para sanar o problema do déficit dessa substância o mais indicado seria apostar na alimentação adequada e na exposição habitual ao sol. Por exemplo aquela feita enquanto  as mulheres estendem  roupa ou levam o cachorrinho para passear. Convém deixar claro de que somente um médico, através de exames laboratoriais, é capaz de avaliar se aquele organismo em questão está ou não carente de Vitamina D . Ele também vai recomendar o sol, mas é quase certo que, dependendo dos níveis encontrados, poderá prescrever um tratamento adequado.

Publicada em, 30 de maio de 2020.


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