A chegada da rede de esgoto, que deveria ser sinônimo de avanço no saneamento, tornou-se motivo de apreensão para centenas de moradores de Dom Pedrito. O motivo é a pesada estrutura de cobranças aplicada pela Corsan, que atinge o bolso do consumidor em diferentes etapas. A principal queixa recai sobre a taxa de disponibilidade, cobrada mesmo de quem ainda não conectou sua residência à rede pública, e os valores que incidem após a ligação oficial.
Segundo os relatos, caso o morador não realize a conexão interna da casa com a rede da Corsan em um prazo de 30 dias após ser notificado da disponibilidade, passa a ser aplicada uma taxa de aproximadamente R$ 160,00. Essa cobrança é fundamentada na legislação federal (Lei 11.445/07), que torna a conexão obrigatória onde há rede disponível.
Mesmo após o investimento do morador na obra interna e a oficialização da ligação, a fatura mensal sofre um acréscimo significativo. Em cidades atendidas pela Corsan, a tarifa de esgoto costuma corresponder a 70% do valor do consumo de água. Após a oficialização da ligação cobram mais uma taxa de vistoria da ligação no valor de R$ 80,00, gerando impacto significativo no orçamento doméstico.
Recentemente, a cidade foi palco de denúncias sobre serviços irregulares de ligação oferecidos por terceiros usando o uniforme da companhia, o que gerou um alerta oficial da Corsan reforçando que a obra interna é de responsabilidade exclusiva do morador.


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