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Foto: divulgação/Águia Fertilizantes


Buscando esclarecer dúvidas e apresentar com maior transparência o projeto de mineração ‘Fosfato Três Estradas’, a Águia Fertilizantes realizou entrevista coletiva na manhã do dia 10, com participação do diretor-geral da empresa, Fernando Tallarico, que revelou alguns dados importantes sobre o projeto, que trará um impacto regional, no entanto, teve alguns aspectos técnicos reduzidos quanto ao projeto original.

Tallarico explica que atualmente o fosfato é produzido no norte da África – Argélia e Marrocos -, importado ao Brasil, no entanto, com a previsão de implantação do empreendimento em 2022, o material será produzido localmente, gerando rendimentos – impostos e empregos – na região. Segundo o diretor-geral, há um déficit do material no Brasil. “A proposta é criar um ciclo gaúcho de produção nas Três Estradas, gerar fertilizantes gaúchos para consumo da agroindústria gaúcha”, informou.

O projeto originou passou por inúmeras mudanças, de acordo com as exigências ambientais, mas deverá gerar 300 mil toneladas de fostato, com um investimento – até o momento – de R$ 60 milhões. "Quando tudo estiver pronto, poderemos ter um faturamento anual de 50 milhões de reais, gerando matéria-prima para a agricultura e indústrias de fertilizantes do Estado".

Recentemente, o Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) pela anulação da licença prévia concedida quanto ao Projeto, no entanto, Tallarico vê a questão com tranquilidade, garantindo que a Águia Fertilizantes realiza todos os passos dentro do que prevê a legislação.

Um dos elementos eliminados foi a barragem de rejeitos, assim, o fosfato, quando extraído, poderá ser considerado produto orgânico, já que não passará por alterações. “Custo de capital estimado em torno de R$ 55 milhões na construção da mina. Outros 60 milhões já foram investidos nas etapas de fisiologia – sondagem”. Quanto à empregabilidade, o empreendimento deverá gerar 60 vagas diretas.

A licença ambiental, no Brasil, é composta por três fases. Licença prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO). No momento, a Águia Fertilizantes, empresa responsável pelo projeto, trabalha para a emissão da Licença de Instalação (LI), junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).

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