Cidade


Em contato com a reportagem do Folha da Cidade, o promotor Francisco Saldanha Lauenstein defendeu o trabalho realizado pelo Comitê de Operações Emergenciais (COE), bem como da Epidemiologia, no que concerne à pandemia de coronavírus na Capital da Paz. O promotor ainda esclareceu que boatos infundados, nas redes sociais, estão confundindo parte da população.

De acordo com o titular do Ministério Público, há “notícias inverídicas que vem sendo espalhadas em algumas mídias sociais do município”, sobre os testes moleculares aplicados pelo COE. Alguns esclarecimentos são feitos por Lauenstein, um deles, sobre as espécies de testes disponíveis no mercado: o teste RT-PCR, teste molecular em que se detecta o RNA do vírus – extremamente confiável, aquele teste em que a equipe epidemiológica insere algodões nas vias respiratórias – onde está localizado o vírus – depois ocorre o envio ao Laboratório Central do Estado (Lacen). É um teste considerado diagnostico, portanto, positivo para confirmar se o paciente está com o coronavírus.

O segundo teste, chamado rápido, não detecta a presença do vírus, mas a resposta do corpo ao vírus, portanto, anticorpos. Normalmente, esses testes devem ser feitos do 10 a 14 dias de sintomas, porque é o tempo da janela imunológica em que o corpo age para gerar anticorpos. Antes deste período não há anticorpos. Os testes rápidos têm uma sensibilidade reduzida, o que dificulta e atrapalha a detecção. Pode dar falso negativo, portanto, não é confiável e não deve ser feito de forma indiscriminada.

Por outro lado, o teste RT-PCR não detecta a reação do corpo e deve ser colhido no período correto. Ele detecta a presença genética do vírus, muito embora, raramente, possa ocorrer um falso negativo. “A equipe epidemiológica faz um trabalho importante, de forma racional. O Ministério Público apoia o trabalho. Os cidadãos devem obedecer o isolamento”, diz Lauenstein.

“A própria Promotoria de Justiça de Dom Pedrito, teve um de seus servidores que testou positivo”, esclareceu o promotor, que seguiu todo à orientação passada via COE. “Nós também nos submetemos aos testes”, pontuou.

Quantos as informações inverídicas que ainda estão circulando na internet, Francisco lamenta e faz um alerta à comunidade local. “Esse tipo de informação não traz benefício a sociedade, já que a equipe epidemiológica acaba sendo agredida, maltratada ou desacreditada, e isso não é bom. Infelizmente isso aconteceu em outros municípios”, complementou.

Para informações, o promotor recomenda que se busque sites especializados, como da Sociedade Brasileira de Infectologia, Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) ou da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

1 Comentários

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Anônimo disse…
É verdade, cada um diz uma coisa, tem gente confusa mesmo.
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