Cidade


As informações foram apuradas pelo jornal Folha da Cidade, em parceria com a Rádio Upacaraí. Trata-se de uma pedritense, que deu entrada no Pronto Socorro do município, mas, devido a situação delicada foi transferida para a Santa Casa de Bagé. Ocorre que o esposo da paciente teria sido comunicado que diante de seu estado de saúde (morte encefálica) deveria encaminhar a doação dos órgãos, mas, durante a tarde desta segunda-feira (1°), duas profissionais da Santa Casa de Bagé corrigiram a informação, comunicando o familiar que a paciente ainda se encontrava internada.

O que causou estranheza foi a comunicação divergente quanto ao estado de saúde da mulher. Procuramos o esposo da paciente e uma amiga próxima, que deram mais detalhes sobre o ocorrido. Também conversamos com o administrador da Santa Casa de Bagé, Raul Antônio Vallandro.

Conforme o relatado, ela foi levada a Bagé em virtude de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), onde uma médica comunicou sobre a morte cerebral e a possível doação dos órgãos, que precisava de autorização dos familiares. Na tarde desta segunda-feira (1°), o marido, no entanto, foi informado por duas profissionais daquela instituição que sua esposa ainda estava em tratamento, apesar de seu estado de saúde delicado, ou seja, a doação dos órgãos, naquele momento, estava fora de questão.

Outro ponto levantado é que a paciente chegou a Santa Casa de Bagé com exames realizados em Dom Pedrito – lá, os exames só foram realizados posteriormente, após a comunicação da médica ao esposo. As profissionais que corrigiram a informação da médica, quanto a doação de órgãos, chegaram a pedir desculpas pelo equívoco.

O que diz o provedor da Santa Casa de Bagé

O provedor em exercício Raul Antônio Vallandro conversou conosco sobre o assunto. “Existe um protocolo que precisa ser seguido em relação a este tipo de paciente”, relatou o administrador. “O que acontece é que ela já saiu com suspeita de morte (encefálica) de Dom Pedrito. Ela chegou em Bagé, internou e foi (encaminhada) para a UTI, realmente foi constatado pelos médicos a situação de provável morte (encefálica) dela. Só que a partir daí, existe um protocolo de exames, para constatar realmente a morte encefálica”, explicou.

Ele ainda acredita que pode ter ocorrido um equívoco na explicação dada à família. “Há um protocolo de exames para constatar, realmente, morte encefálica nesse caso. O que a médica deve ter colocado para a família é uma situação em que a paciente já não tem mais sinais”. Pode ter ocorrido uma falta de detalhamento quanto ao caso, visto que a instituição conta com uma equipe multidisciplinar especializada em relação a doação de órgãos (ao qual a médica não faz parte) e que há um protocolo a ser seguido. “Ela está sendo mantida por aparelhos, na UTI”. Outro médico já teria conversado com a família, explicando o estado de saúde da paciente. O último exame, conforme previsto pelo protocolo, deve ser realizado na manhã desta quarta-feira. “É um exame definitivo”.

O administrador ainda explica que, em relação a doação de órgãos, existem especifidades que devem ser seguidas.

Quanto a conduta da médica, o fato será verificado internamente. Ele acredita, ainda, que pode ter ocorrido um mal entendido.



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