Morte de recém-nascida: médica é afastada após grande repercusão do caso - FOLHA DA CIDADE

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30 de dezembro de 2019

Morte de recém-nascida: médica é afastada após grande repercusão do caso


A morte da recém-nascida Helena repercutiu nas redes sociais após seu tio, Rogério Alberi Vieira, divulgar um vídeo nas redes sociais acusando de negligência uma médica do Pronto Socorro. Em entrevista ao Folha, Rogério explicou que sua cunhada, esposa do seu irmão, chegou ao Pronto Socorro por volta das 19h do dia 17 de dezembro, momento em que foi decidido que ela necessitava ser removida para Bagé para dar a luz, visto que a crianças nasceria prematura de 7 meses. O imbróglio teria iniciado neste momento, quando a médica que estava em regime de plantão no Pronto Socorro, conforme Rogério, se recusou a acompanhar a gestante na viagem. Importante salientar que a Secretaria de Saúde já havia disponibilizado a ambulância que estava no aguardo para deslocar a gestante até a Rainha da Fronteira.

Entretanto, diante das supostas negativas da médica, o parto teve que ser realizado em Dom Pedrito, tendo, a recém-nascida, pouco tempo depois após o parto ser levada a Bagé em uma ambulância. Quem acompanhou a criança no deslocamento foi um médico que estaria assumindo o plantão naquele momento.

Rogério encarou a situação como determinante para o óbito da criança, que ocorreu no dia 25 de dezembro. Segundo ele, se a profissional não tivesse se negado e naquele momento tivesse acompanhado sua cunhada na ambulância o cenário seria outro. "Qual a necessidade da minha sobrinha ir dentro de uma ambulância, recém-nascida, sendo que nem pulmão formado tinha ainda? Era só ela ter dado a luz em Bagé, onde tudo seria diferente. Tudo por essa médica não querer ir com ela na ambulância", disse Alberi, completamente indignado e emocionado diante de toda a situação. Ele ainda disse que não vai descansar enquanto a médica não for exonerada. "Não podem existir outras Helenas. Se depender de mim, não haverão mais casos assim, pois eu vou até o fim", afirmou.

De acordo com o provedor Luiz Carlos Moraes Costa, existe um convênio entre Prefeitura e Santa Casa, de colaboração quanto ao Pronto Socorro. No entanto, as providências quanto ao caso deveriam ser tomadas, de fato, pela direção técnica do Pronto Socorro. O provedor é enfático ao afirmar que em caso de mau atendimento aos pacientes, o servidor deve ser afastado imediatamente do cargo. "Se disseram que sou eu (o responsável) ela está na rua. Já mandei expedir um documento dispensando ela", referiu.

Quanto à contratação de médicos, Moraes diz não ter conhecimento sobre o assunto, pois passa pela direção técnica do Pronto Socorro. "Se ela está ganhando, está sendo paga, no horário dela, se está na escala é dela. Ela precisava cumprir", ressaltou o provedor.

Já chegaram inúmeras demandas ao provedor quanto a supostos problemas junto ao Pronto Socorro, fatos que foram comunicadas ao Executivo, mas nunca se discutiram esses pontos.

O provedor lamentou a perda da criança, disse estar atento a situação dos familiares e não tolera mau atendimento, principalmente no que tange a saúde.

De acordo com o prefeito Mário Augusto de Freire Gonçalves, conforme previsto em contrato, a responsabilidade dos médicos é da Santa Casa. A relação com o provedor é respeitosa e o funcionamento, dentro dos termos atuais, é positiva. Como uma primeira ação, houve, pela Secretaria de Saúde, um pedido de manifestação por parte da Santa Casa para que a Prefeitura possa entender o que ocorreu, de fato, e as devidas medidas sejam tomadas. O prefeito espera que se trate de um caso isolado e ressaltou que o Pronto Socorro serve como uma referência para a região.

Assista a entrevista de Rogério Alberi


Assista a entrevista de Luiz Carlos Moraes Costa, provedor da Santa Casa

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