24 de julho de 2019

"Alberto escolheu o seu caminho, que não é ao meu lado e nem ao do governo", afirma Mário Augusto


Apesar de faltarem 15 meses para as próximas eleições municipais, os bastidores da política pedritense andam movimentados com alguns rumores. Por óbvio, pouca coisa é confirmada, no entanto, se sabe do litígio envolvendo as eleições no Partido Democrático Trabalhista (PDT) e o anúncio da saída do vice-prefeito Alberto Rodrigues da sigla partidária, conflitos que serviram como ponta pé inicial de um 'racha' entre Rodrigues (acompanhado de alguns aliados) e o prefeito Mário Augusto de Freire Gonçalves.

O mandatário recebeu o Folha em seu gabinete e falou abertamente sobre a questão, afirmando, entre outras coisas, que Alberto não compõe mais a cúpula do governo, no entanto, a coligação com o PDT segue. Confira:

Folha: Como está a coligação?

Mário: a coligação que a comunidade elegeu para governar o município está cumprindo seu papel. O Progressistas e o PDT, acompanhado de outros partidos foram sensíveis aquilo que a comunidade pediu naquele momento, que era uma administração séria, diferente de tudo que se tinha e nós estamos colhendo os frutos disso hoje, prova está que estamos tendo investimentos e obras que nunca imaginamos ter depois dos primeiros meses tão difíceis que nós vivemos. Essa é uma coligação entre os partidos. É uma coligação do PP e do PDT: muitas figuras desses partidos não estão fazendo parte mais deste cenário.

Folha: há um antagonismo que já se desenha entre o senhor e o vice-prefeito Alberto?

Mário: o Alberto fez uma escolha. Foi uma escolha dele, não foi minha, de acompanhar pessoas que estão fazendo oposição ao governo e de uma forma imatura, muitas vezes irresponsável. Alberto escolheu o seu caminho, que não é ao meu lado e nem ao do governo. Ele é vice-prefeito eleito, tem o seu gabinete, tem a sua assessoria, pode atender as demandas dos seus amigos, da comunidade, mas como um agente político que é, eleito para o cargo de vice-prefeito, para me substituir em eventuais necessidades, mas ele não faz mais parte da cúpula do governo. Essas conquistas que estamos vivendo, são da equipe que sempre esteve ao meu lado e não daqueles que estiveram por oportunismo.

Folha: recentemente, o senhor fez uma viagem e ele, Alberto, não o substituiu...

Mário: exatamente, pois ele me pediu que não fizesse, pois demitiria cargos de confiança e secretários, inclusive. Demitiria justamente as pessoas que estão ao meu lado trabalhando para uma Dom Pedrito melhor e fez essa escolha para ficar ao lado de quem está contra nós.

Folha: é fato que há uma proximidade do senhor com o PTB?

Mário: tenho uma relação com todos os partidos políticos, inclusive com muitos agentes do MDB. O PTB tem me tratado muito bem como sempre tratei. Tenho uma excelente relação com o deputado Lara, mas mais ainda com os vereadores do PTB na Câmara, Moraes e Lili, que colaboram muito para nossa administração e em muitos momentos que nós precisamos dos votos eles foram parceiros, sabendo que não eram votos para o governo, mas votos para a comunidade, pois nosso trabalho é para a comunidade.

Folha: há um arrependimento de ter coligado com o PDT?

Mário: não, não há arrependimento. Tenho uma grande parceria do presidente do PDT, aliás, de alguém que legitimamente é PDT, que é o Perico, filho do saudoso Oscar Vicente e Silva. O PDT é partido da educação, é um partido que colabora muito em nosso governo e com as figuras que decidiram, de fato, apoiar o governo, mas posso ter me arrependido de uma outra escolha.

Folha: hipoteticamente, quem seria seu vice no próximo pleito?

Mário: temos excelentes nomes, não só nos partidos coligados, mas também dentro do próprio PP. Esse é um debate que prefiro que seja feito mais próximo à eleição. Na Câmara de Vereadores nós temos bons nomes, no meu secretariado nós temos bons nomes. Tanto no PDT quanto no PTB há nomes para oferecer a nossa chapa.

Folha: o senhor acredita que foi um erro político, quer dizer, quando as obras começarem a sair do papel e a cidade tiver algum desenvolvimento, principalmente em termos de infraestrutura, não foi um erro este antagonismo, quem sabe antecipado, de algumas pessoas que outrora lhe apoiaram?

Mário: não estou aqui (como prefeito) fazendo política, estou fazendo gestão. Se eles entendem tanto de política, talvez estejam fazendo a coisa certa. Eu não enxergo assim, porque trabalhamos muito pra chegar nesse momento e talvez, algumas pessoas tenham saído, pois sabem que, de fato, colaboraram muito pouco.

Folha: suas considerações finais

Mário: eu tenho no vice-prefeito Alberto uma figura que foi meu amigo de fato em momentos, inclusive, da minha vida pessoal. Vou ser muito grato a eles por tudo: gratidão é uma dívida que não prescreve. Eu vivo um momento de me dedicar à comunidade e preciso ter ao meu lado as pessoas que pensam na comunidade, acima de tudo, e não os partidos.

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