16 de fevereiro de 2019

Pedritense Isabelli Borba relata sua experiência como jovem embaixadora do Brasil nos EUA


 Em novembro de 2018 o jornal Folha da Cidade anunciava que a  jovem interactiana Isabelli Chaves Borba Silveira, de Dom Pedrito, havia sido escolhida entre os 50 brasileiros, na faixa etária dos 14 aos 18 anos, para participar do Programa Jovens Embaixadores 2019, iniciativa da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Do Rio Grande do Sul, além de Isabelli, apenas mais um jovem fora selecionado: Marcelo Eduardo dos Santos, de Venâncio Aires. Hoje, com Isabelli já de volta a Dom Pedrito depois dessa experiência em solo norteamericano, ela relata com suas próprias palavras o que viveu e sentiu como jovem embaixadora de nosso País.

 “O programa teve início em Brasilia, onde recebemos toda a orientação pré-partida, com palestras, workshops e atividades. Nosso embarque para os EUA estava marcado para às 23h do dia 11/01, mas o voo foi cancelado e só conseguimos embarcar na manhã do dia 12/01. Nossa chegada nos EUA foi marcada por muita neve e entusiasmo.

 Na primeira semana ficamos hospedados no Centro de Conferências 4-H, em Chevy Chase, Maryland. Lá tivemos a agenda cheia, das 8h às 21h, com atividades sobre justiça social, voluntariado, liderança, planejamento de projetos e autoconhecimento. Além disso, ficamos sabendo lá quais seriam as famílias que iriam nos receber.

 Após esses dias no 4-H, chegou a hora do grupo ser dividido entre as 4 host cities (cidades-sede), que eram Tulsa, Louisville, Seattle, e a minha, Reno.

 Nosso voo fazia conexão em San Francisco, Califórnia e o voo de San Francisco para Reno – de aproximadamente 1h – foi marcado por muita turbulência pois havia uma tempestade de neve no momento. Ao chegar em Reno fomos direto para um jantar que as host families (famílias anfitriãs que hospedaram os jovens embaixadores) prepararam para nós. O tempo estava frio e chuvoso. Minha família era composta por um casal e duas filhas, sendo que uma delas está atualmente morando em Paris, então não tive a chance de conhecê-la.

 Meus host parents(pais anfitriões) se chamam John e Leslie. John é engenheiro mecânico e professor na UNR, Leslie é microbiologista e trabalha em casa. Georgia, minha host sister (irmã de acolhimento), está no último ano do Ensino Médio, é líder de torcida e está aplicando para as universidades. Nossa agenda nas host communities (comunidades anfitriãs) foram mais tranquilas, com atividades das 8h às 17h e finais de semana livres para aproveitar com a família. Tivemos uma série de workshops e visitamos muitos trabalhos voluntários e High Schools (escolas de ensino médio), como por exemplo, a Pyramid Lake Jr/Sr High School (escola de nativos americanos), Robert McQueen High School (escola voltada a aprendizagem de línguas), Food Bank (organização que separa e doa comida aos necessitados), Envirolution (organização que leva sustentabilidade e ciência às escolas), entre outros.

 Nosso “quartel general” era na University of Nevada, Reno, onde nos encontrávamos todos os dias para começarmos as atividades. Além disso, visitamos duas cidades vizinhas de Reno, Virginia City e Tahoe City, onde fica localizado o famoso Lake Tahoe (Lago Tahoe), na divisa entre os estados de Nevada e Califórnia. Dando fim à jornada, o grupo com os 50 jovens se reuniu novamente, dessa vez em Washington DC, para a última semana do programa. Lá visitamos os pontos turísticos da cidade e os museus, tivemos um encontro com os representantes do Departamento de Estado dos EUA, fizemos reflexões sobre as aprendizagens do programa e apresentamos nossos projetos desenvolvidos para as nossas comunidades. Essa experiência contribuiu - muito - para o meu crescimento pessoal e autoconhecimento, também aprendi a valorizar mais o nosso país, a nossa cultura e a nossa população.  Descobri que nem sempre a grama do vizinho é mais verde e que todos os países têm seus problemas.  Esse intercâmbio serviu de inspiração (acredito que para todos que participaram) e pretendo implantar esse conhecimento na minha comunidade. O Jovens Embaixadores me fez perceber que todo mundo é capaz de fazer a diferença no mundo, basta querer, e que nunca é errado acreditar nos seus sonhos por mais difíceis que esses pareçam ser”.

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