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21 de julho de 2018

Coluna Espírita


Ante o inusitado

 Quando se fala em inusitado num contexto de vida, a palavra perde um pouco o sentido, visto que de inusitado mesmo, somente a nossa percepção perante aos acontecimentos cotidianos o é. Nada é inusitado, ou seja, nada possui integralmente a característica de não ser usual, de ser incomum ou estranho. Tudo na vida é uma repetição de coisas que já aconteceram e acontecem atualmente. O que difere, mas não ao ponto de ser inusitado, é o modo pelo qual cada uma conduz a sua própria vida, e este é o objetivo principal de cada encarnação – sair do usual, agir diferentemente, ser enfim, diferente. É preciso, e isso é uma constatação e uma verdade revelada pelos espíritos superiores, sair do lugar comum, abandonar as zonas de conforto, desafiar a si mesmo, visualizar novos horizontes, ter novas ideias, fazer planos, lembrando que todas essas ações devem ser tomadas sempre no sentido do bem, agindo com ética, moral e sem prejudicar quem quer que seja. Na vida, ao contrário do que muitos pensam, o homem precisa muito mais do que simplesmente cumprir o seu papel no palco social, como estudar, trabalhar, constituir uma família, vencer e ser alguém na vida, como a maioria prega. O homem, diferentemente das outras espécies animais, nossos irmãozinhos inferiores na caminhada evolutiva, precisa de algo a mais. Não basta sobreviver, ele precisa “viver” de modo que sinta um contentamento íntimo que o faça levantar a cada amanhecer, que o faça sentir vontade de respirar fundo e dizer: “Eu existo”. É por isso que a vida contemporânea tem deixado tantas marcas na existência de muitos indivíduos, marcas negativas. O estilo de vida moderno e o sistema criado pelo homem acabou criando falsas necessidades para o homem da atualidade. Não que isso seja uma crítica às melhorias e ao progresso, não. É que, diante de um mundo extremamente capitalista, onde o ganho financeiro se sobrepôs às reais necessidades humanas, o homem, que há algumas décadas sequer sonhava com o que estava por vir, acabou deixando em segundo plano as necessidades do espírito, que, em última análise, são as mais importantes, são as que efetivamente farão alguma diferença depois que a criatura abandonar o carro físico, depois que devolver seu corpo ao repositório universal. Ser inusitado é uma urgência para todo ser. Não que isso signifique que se deva abandonar todas as responsabilidades e sair em uma abalada carreira pelo mundo em busca de felicidade, pelo contrário, é um convite para que cada um, de maneira responsável, comece a refletir sobre qual é o seu papel nesse mundo. Fazer-se perguntas do tipo: Será que eu me conheço o suficiente? O que eu quero para minha vida? Porque estou próximo de determinadas pessoas? Se considero infeliz a minha vida, o que estou fazendo para mudá-la? Etc. A partir do momento que se começar a encontrar respostas para estas indagações, um caminho começará a se mostrar pela frente, e quando se tem uma estrada, fica bem mais fácil caminhar, não é verdade? Mas tudo isso não passam de palavras ocas, de meras recomendações filosóficas e que não serão nada além disso, se o ser não sentir a necessidade de agir diferentemente. Muitos até estão conformados com a situação de penúria física e moral em que se encontram e precisam que algo as retire desse estado de dormência em que se encontram. A Boa Nova do Cristo, dentro de qualquer panorama, é sempre recomendação oportuna para aquele que se dispõe a mudar, visto que os ensinamentos de Jesus pedem mais do que orações e resignação, eles pedem movimento, obras, objetivos elevados, para que a ajuda por ele prometida chegue realmente àquele que ajuda a si mesmo, para aquele que se dispõe a ser inusitado de verdade. Pensemos nisso!

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