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17 de outubro de 2016

Agronegócio

Sanidade para quem compra animais ou tem integração lavoura-pecuária
Imagem Ilustrativa.

 O cenário de aumento de área de lavoura causa impactos diretos e indiretos nos sistemas de produção, um destes impactos, que muitas vezes não é levado em consideração, é com relação ao manejo sanitário dos animais que passam por essas áreas.
 Temos sistemas onde a lavoura avança sobre campo nativo, e posteriormente essas áreas voltam a ser utilizadas para pastejo dos animais, seja com pastagens cultivadas ou resteva. O que acaba fazendo com que os animais passem por cenários muito diferentes de infestação de parasitas, saindo de um campo nativo com alta infestação, para uma pastagem de infestação muito baixa, e depois retornando para o campo com alta infestação. O que pode acarretar em perda de desempenho ou até mesmo morte por Tristeza Parasitária Bovina. Há protocolos específicos para este tipo de sistema.
 A comercialização de animais também tem impacto no manejo sanitário, pois um animal pode nascer em Dom Pedrito, ser recriado em outra cidade e terminado em uma terceira cidade. E este trânsito pode fazer com que o produtor traga com o animal comprado, os agentes infecciosos e parasitários de outros lugares.
 A melhor estratégia para evitar isto é ter um protocolo sanitário bem assistido para a chegada dos animais, com vermífugos, vacinas, etc.. 
Uma área de quarentena para manter os animais na chegada também é importante, pois o estresse do transporte dos animais, que muitas vezes estavam em feiras, pode diminuir a resposta imune dos animais e prejudica a eficácia dos medicamentos.
 Após isto, pode-se trabalhar um protocolo para o sistema que varia conforme vários aspectos. Na questão custo, a sanidade é um dos mais baixos, desde que bem feita. Corresponde entre 4 e 5 quilos de boi gordo/cabeça/ano. Mas quando mal planejada e mal executada traz perdas que não têm limite de custo, então é um assunto que merece muita atenção. A genética e a nutrição só podem se sobressair quando a sanidade está em dia. O velho ditado é muito válido “Mais vale prevenir do que remediar”.
Por Renato Bittencourt

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