Agradecimento
Um ingrediente indispensável na construção de um dia feliz é o singelo ato de agradecer. Reverenciando a divindade a cada instante, nos deixando tocar pelo contentamento de viver para mais um dia de luta, a realização de qualquer tarefa se revestirá de entusiasmo e contentamento maiores.
Inobstante a estreiteza de nossa visão relativamente a tudo que nos transcende e o imediatismo de nossas aspirações, a espiritualidade sempre nos põe a disposição os meios de ter um jornada mais suave e o fato de agradecermos por todos os eventos diários, nos coloca em posição de receptividade perante o criador. Infelizmente a maioria de nós ainda vive absorvido pelas frivolidades da vida, esquecidos de um preceito básico da convivência que é colocar-se no lugar do outro. Aos que descreem de tudo, deixemos de lado por um momento as referências religiosas e vislumbremos racionalmente as coisas. Vejamos o exemplo da generalidade que vive como se não houvesse amanhã, não percebendo sequer que os anos primaveris, invariavelmente darão lugar ao inverno da vida, e então, o orgulho e vaidade que caracterizavam aquele período, cederão espaço às reflexões da maturidade.
Para compreendermos o tamanho significado que o agradecimento exerce em nosso contexto existencial, é preciso primeiramente reconhecermo-nos como criaturas imperfeitas e olhar as ocorrências humanas de mais alto. É imperioso que cultivemos o sentimento de humildade, tão raro de encontrar nos mais variados meios, para aí sim, elevar-nos aos pés do criador e reverenciá-lo pelo dom de existir.
Para o homem de bem, o ato de agradecer assume importância capital. Integrado ao seu dia a dia, agradece pelo amanhecer e pede forças para bem cumprir com suas obrigações; na via pública agradece a proteção de seu anjo da guarda em todas as ocorrências; no trabalho ou na escola, agradece a oportunidade de por em prática a paciência no trato com o semelhante; na volta ao lar, agradece a bênção de encontrar seus afetos e partilhar momentos de amor em família; no recolher-se ao leito, agradece por mais um dia que passou, as dificuldades, as dores que forjaram sua capacidade de perdoar e entender, ao mesmo tempo em que pede aos luminares da espiritualidade maior que o sono seja reparador às forças orgânicas e a emancipação do espírito represente a confirmação de suas nobres resoluções.
Mais do que repisadas concepções religiosas, esses conceitos que há dois milênios norteiam a humanidade, representam verdadeiro roteiro ético-moral, mas que apesar do tempo transcorrido, ainda nos achamos muito distanciados de alcançar o objetivo que o Cristo pacientemente espera. Enquanto não vivenciarmos minimamente o preceito que diz: "Ama o teu próximo como a ti mesmo", esses ensinamentos se farão sempre atuais e todo esforço que empreendermos no sentido de avançar na senda do bem, será insuficiente diante do tanto que nos toca fazer.
Pensemos Nisso!

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