Igreja Episcopal Anglicana do Brasil - FOLHA DA CIDADE

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15 de janeiro de 2018

Igreja Episcopal Anglicana do Brasil


 Hoje falaremos um pouco sobre esta que é uma das instituições religiosas cristãs mais antigas do Brasil, o que lhe confere, também, o posto de uma das religiões não católicas que há mais tempo atua em Dom Pedrito, bem como, no país inteiro, tanto que ela data de 1906.

 Há tempos, o templo desta igreja estava em nossa pauta, e agora, com a instituição de Leoncio Madruga, como Ministro Leigo em 25 de dezembro, o tema se avolumou e hoje apresentamo-lo ao público. Foi o próprio Leoncio que, em visita ao Folha nos forneceu as informações necessárias a este trabalho, bem como fotos e outras informações oriundas do acervo do Museu Paulo Firpo, através de seu diretor Adilson Nunes de Oliveira.

 De maneira bastante resumida, a função de Ministro Leigo que Leoncio exercerá a partir de agora, assemelha-se muito as que são desempenhadas pelo reverendo, na ausência deste. Para tanto foi necessário a realização de um curso, que foi realizado à maneira de um EAD (ensino à distância) e ministrado pelo Cetesma (Centro de estudos teológicos de Santa Maria) de maneira on line. 

Em Dom Pedrito

 Aqui a comunidade anglicana está relativamente pequena, devido ao fato da igreja ter permanecido fechada por algum tempo, tendo reiniciado seus trabalhos há dois anos. A comunidade instalou-se em nossa cidade na mesma época em que a Escola do Horto iniciou suas atividades, mostrando a tradição da instituição em nosso município. O trabalho da igreja em Dom Pedrito começou oficialmente em 1909. Mas dois anos antes, ou seja, no dia 2 de setembro de 1907, o reverendo Antônio José Lopes Guimarães, então pároco em Bagé, visitou pela primeira vez a cidade, em companhia do paroquiano de Bagé, João Batista Moreira, tenente do Exército. Ficaram hospedados na casa do também tenente Joaquim Antônio de Queiroz. A Capela do Natal foi oficialmente inaugurada no dia 25 de dezembro de 1909. Daí a razão de seu nome. Guimarães residia em Bagé, mas tinha um coadjutor, José Brasiliense Leão, que presidiu a cerimônia inaugural.

 A capela ficava na rua Júlio de Castilhos nº. 895, entre a rua 15 de Novembro e a João Telles, num “elegante edifício que havia sido construído na cidade”. O Jornal Imparcial, dirigido por Pedro Cezarini, deu longa notícia sobre o ato inaugural da Capela do Natal: Às 8 horas da noite, perante numerosa concorrência, Sociedade Auxiliadora, meninos e meninas da escola dominical e membros da congregação evangélica, foi solenemente inaugurada pelo ilustre Rev. José Brasiliense Leão, diácono da Igreja Episcopal Brasileira, a Capela do Natal, elegante edifício que foi construído nesta cidade, na Rua Júlio de Castilhos, entre a 15 de Novembro e João Telles..."

 1912. Foi inaugurada entre as alunas da escola dominical uma sociedade denominada Auxiliadora Junior, com o objetivo de trazer mais crianças para a classe da referida escola. A Capela do Natal foi oficialmente “incorporada ao nosso concílio em 1911” (Atas do Concílio, 1911, p. 23). 1913.  1916. Leão havia recebido uma carta de Ciro Borba, residente em Ferraria, que ficava a seis léguas da cidade, informando que estava disposto a oferecer um terreno de sua propriedade para construir uma capela. 1917. George Upton Krischke, arcediago da região sul, fez uma série de três conferências missionárias na capela. 1918. Leão é transferido para Rio Grande. Foi substituído por Guimarães, pároco em Bagé, que passou a visitar a capela uma vez por mês. 1919. Júlio de Almeida Coelho, pároco em São Gabriel, faz duas conferências evangélicas na cidade. 1920. Em 16 de fevereiro, por ocasião da visita do bispo Kinsolving, a Sociedade Auxiliadora apresentou um projeto para melhorar o frontispício da igreja. 1923. “Alguns homens de respeitabilidade estão dispostos a pertencer a nossa igreja e futuramente serão confirmados” (Estandarte Cristão, 10 de fevereiro de 1923, p. 6).

 1926. Novo pároco: Nemésio de Almeida, que era pároco residente em São Gabriel, atendia também Dom Pedrito, mas por pouco tempo. 1928. Nova reforma no templo: bancos e presbitério vieram de Bagé. As reformas estavam orçadas em 2 contos e quinhentos mil réis.

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